Operação Gollum II: Ministério Público mira lavagem de dinheiro em fraudes de "home care" no RS

Nova fase da investigação bloqueia R$ 12 milhões e atinge nove pessoas e três empresas no RS e em Santa Catarina

19 mar 2026 - 11h06
(atualizado às 11h09)

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Gaeco, deflagrou nesta quarta-feira (18) a segunda fase da Operação Gollum. O objetivo central da ofensiva é desarticular um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro derivado de fraudes em tratamentos de saúde domiciliar (home care), além de identificar novos integrantes da organização criminosa que lesou os cofres públicos.

A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em quatro cidades: Canoas, Esteio e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões em ativos financeiros, valor correspondente às movimentações ilícitas identificadas desde o início das investigações.

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Foco na asfixia financeira

Nesta etapa, as autoridades miram 12 novos alvos — sendo nove pessoas físicas e três empresas. Eles são investigados pelos crimes de:

Organização criminosa;

Estelionato contra o Estado;

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Lavagem de dinheiro.

Segundo o promotor de Justiça Diego Pessi, a análise de dados digitais e financeiros revelou indícios robustos de que o grupo ocultava o patrimônio obtido ilegalmente. "Esta fase foca no mecanismo de lavagem engendrado pela organização, buscando a restituição dos valores desviados do erário", destacou Pessi.

Para o coordenador estadual do Gaeco, promotor Rogério Meirelles Caldas, a recuperação de ativos é uma diretriz essencial para o enfrentamento ao crime organizado, funcionando como uma "asfixia financeira" dos grupos criminosos.

Histórico da investigação

A primeira fase da Operação Gollum ocorreu em dezembro de 2024, em Passo Fundo. Na ocasião, o MPRS desarticulou um esquema que desviava recursos do Estado e do IPE Saúde por meio de serviços de atendimento domiciliar fraudulentos.

A investigação original identificou quatro núcleos distintos, compostos por familiares, prestadores de serviço, advogados e colaboradores. Em maio de 2025, o trabalho resultou na denúncia de 23 envolvidos, consolidando as provas que permitiram o avanço para as apreensões e bloqueios realizados nesta semana.

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