A Polícia Civil realizou a primeira prisão preventiva por homofobia do Rio Grande do Sul, detendo em Porto Alegre um homem de 49 anos. Ele é acusado de perseguir, agredir e ameaçar de morte o síndico do seu condomínio, um professor da UFRGS de 42 anos. Os ataques começaram após cobranças por irregularidades no prédio. O suspeito, que já cumpriu 15 anos por latrocínio e tem histórico criminal, é investigado por perseguição, injúria homofóbica e homofobia.
Um homem de 49 anos foi preso preventivamente na quarta-feira (9), em Porto Alegre, por suspeita de homofobia e perseguição contra o síndico do condomínio onde mora. Segundo a Polícia Civil, esta é a primeira prisão preventiva por homofobia registrada no Rio Grande do Sul. A vítima é um professor de 42 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que atua como síndico em um prédio na região central da Capital.
De acordo com a investigação, os conflitos entre os dois começaram em março do ano passado, após o suspeito se mudar para o condomínio. Inicialmente, as desavenças estavam relacionadas a questões como obras sem autorização e som alto durante a madrugada. Segundo a polícia, após o síndico cobrar o morador pelas irregularidades, ele teria agarrado e empurrado a vítima, causando uma lesão no braço. A partir desse episódio, teriam começado as ofensas de cunho homofóbico.
Testemunhas relataram à polícia episódios de agressões físicas, ameaças de morte e perseguição. Em uma das situações, o suspeito teria encurralado o professor contra uma parede e simulado estar pegando uma faca. A vítima também relatou ter sido atingida na cabeça por um celular. Uma testemunha afirmou ter ouvido o homem dizer: "Essa vai ser a última filmagem que tu vai fazer", frase interpretada pela investigação como uma ameaça de morte.
O suspeito foi localizado e preso após a Justiça decretar a prisão preventiva. Segundo a Polícia Civil, ele possui antecedentes por crimes como tentativa de roubo, posse de drogas, tráfico e ameaças, além de ter cumprido 15 anos de reclusão em regime fechado após condenação por latrocínio. A investigação apura os crimes de perseguição, injúria homofóbica e homofobia, e a polícia tem prazo de dez dias para concluir o inquérito.