Levantamento da GigU, em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, realizado com aproximadamente 1.500 motoristas de aplicativo de todo o país, mostra que apenas 7,2% conseguem atingir suas metas diárias dentro da jornada de trabalho que consideram ideal.
Outro estudo, realizado pela empresa de tecnologia para mobilidade Machine, mostra que cerca de 58% das jornadas começam entre 6h e 11h, com maior concentração às 7h. Já 60,9% dos encerramentos ocorrem entre 17h e 23h. O intervalo entre 18h e 20h concentra quase 30% dos finais de jornada, justamente quando o fluxo de veículos aumenta nos centros urbanos após o expediente comercial.
A combinação entre metas financeiras, responsabilidade e longas jornadas evidencia que, para grande parte, a atividade deixou de ser apenas uma fonte de renda complementar e se consolidou como a principal profissão.
O que surgiu como uma alternativa de renda flexível passou a exigir dedicação semelhante — ou até superior — à de empregos formais. O resultado é um cenário em que conciliar tempo de trabalho, descanso e rentabilidade se tornou um dos principais desafios.