Quem é João Eduardo da Silva, delegado de SP preso por esquema de lavagem e corrupção

João Eduardo atua no 35º DP, na Vila Guarani, zona sul da capital; defesa diz que delegado e escrivão presos são inocentes

5 mar 2026 - 12h30
(atualizado às 21h00)

O delegado da Polícia Civil de São Paulo João Eduardo da Silva foi preso na manhã desta quinta-feira, 5, por receber propina para frear investigações e proteger uma rede criminosa que era alvo constante de apurações da corporação, segundo a Operação Bazaar, deflagrada pela Polícia Federal, pelo Gaeco do Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Civil.

Os criminalistas Fausto Jeremias Barbalho Neto e Marcelo Marques, que defendem o delegado João Eduardo da Silva e o escrivão Ciro Borges Magalhães Ferraz (apontado como parte do esquema), afirma que ambos "são completamente inocentes e nem sabem do que são acusados".

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Delegado João Eduardo da Silva foi um dos 11 presos na Operação Bazaar, deflagrada nesta quinta, 5
Delegado João Eduardo da Silva foi um dos 11 presos na Operação Bazaar, deflagrada nesta quinta, 5
Foto: Reprodução / Estadão

À época dos fatos, entre 2022 e 2023, Silva estava lotado no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino. Hoje, ele atua no 35º DP, na Vila Guarani, zona sul da capital.

Conforme as investigações, o grupo criminoso era composto por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com extenso histórico de prática de atos de lavagem de capitais.

A organização atuava de forma coordenada para assegurar a continuidade das práticas criminosas e evitar a responsabilização de seus integrantes, segundo as investigações.

Em nota, a Polícia Civil de São Paulo informou que não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e que adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades.

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Também em nota, a Corregedoria da Polícia Civil afirmou que verificará atos de polícia judiciária onde os agentes públicos atuaram.

O que diz a defesa?

Os advogados Fausto Jeremias Barbalho Neto e Marcelo Marques, que compõem a defesa do delegado João Eduardo da Silva e do escrivão Ciro Borges, informaram ao Estadão que ainda não tiveram acesso aos autos da Operação Bazaar.

"Pedimos acesso aos autos para termos ciência do que está acontecendo exatamente. Sem isso, não temos como nos manifestar", diz Barbalho Neto. "Mas posso assegurar antecipadamente, e com absoluta segurança, que ambos, tanto o dr. João quanto o escrivão Ciro, são completamente inocentes e nem sabem do que estão sendo acusados", conclui.

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