Policial militar é baleado no pescoço em Paraisópolis

Suspeitos teriam roubado a arma do agente durante operação nesta quinta-feira; PM cerca a comunidade

7 ago 2025 - 15h04
(atualizado às 17h08)
Policial militar é baleado e tem arma roubada durante abordagem em Paraisópolis, em SP; veja
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Um policial militar foi baleado nesta quinta-feira, 7, durante ação em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Segundo a PM, ele teve a arma roubada pelo suspeito logo após ser atingido.

O agente foi baleado no pescoço e levado consciente de helicóptero para o Hospital das Clínicas, na zona oeste. A bala transfixou o seu pescoço e ele passa por exames para verificar a gravidade e se houve outras lesões.

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Imagens registradas por um morador e publicadas nas redes sociais mostram o momento em que o policial entra em luta corporal com um suspeito e acaba baleado no pescoço. O homem, então, sai correndo e o PM fica caído no chão, entre dois automóveis.

De acordo com a PM, a ocorrência começou perto da região da Chácara Santo Antônio, na zona sul. A polícia teria sido acionada porque havia criminosos cometendo roubos no bairro em três motos. Na Rua África do Sul, então, os policiais militares da equipe de Rádio Patrulhamento visualizaram uma das motos. Houve tentativa de abordagem, mas os criminosos fugiram e foram perseguidos até Paraisópolis.

Na comunidade, o policial entrou em luta corporal com um suspeito e acabou baleado. Após o disparo, equipes da PM foram deslocadas para Paraisópolis e cercam a comunidade em busca dos suspeitos.

Morte de homem rendido gerou protestos

No mês passado, um sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) também foi baleado em Paraisópolis. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a PM teria sido recebida com tiros na noite do dia 10, durante um protesto na comunidade por causa da morte de um suspeito.

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A morte do morador Igor Oliveira, de 24 anos, inclusive é alvo de investigação. Imagens registradas pelas câmeras corporais dos policiais mostram que o suspeito foi baleado quando ele já estava rendido, com as mãos na cabeça. A vítima não tinha antecedentes como adulto, mas registro de ato infracional por roubo e tráfico.

Os cabos Renato Torquato da Cruz e Robson Noguchi de Lima, ambos do 16.º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), foram presos logo após a ação. Os advogados dos agentes alegam que eles agiram em legítima defesa.

Após a morte de Oliveira, ocorreram protestos generalizados na região de Paraisópolis. A PM afirma que os atos foram feitos por criminosos, mas reconhece que surgiram após os disparos contra o jovem.

Barricadas com objetos queimados fecharam ruas de acesso à comunidade e o trânsito foi interrompido em parte das avenidas Giovanni Gronchi e Hebe Camargo, no Morumbi.

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