Polícia Federal inicia perícia em prédio destruído por incêndio na UFPE; drone e robô serão utilizados na vistoria

A investigação busca esclarecer se o fogo foi provocado intencionalmente ou se teve outras causas.

10 out 2026 - 09h21
(atualizado às 11h54)
Resumo
A Polícia Federal iniciou a perícia no prédio da UFPE destruído por um incêndio, utilizando drones e robôs devido ao risco de desabamento. O fogo, que foi o terceiro incidente na universidade em uma semana, gerou um prejuízo estimado em R$ 100 milhões e comprometeu duas décadas de pesquisas e 200 teses na área de saúde. Em resposta à tragédia, o governo federal anunciou o repasse de R$ 68 milhões para a reconstrução do centro de pesquisas e a compra de novos equipamentos laboratoriais.

A Polícia Federal (PF) começou a realizar a perícia no edifício da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) destruído por um incêndio na última quarta-feira, 7 de outubro.

Incêndio na UFPE
Incêndio na UFPE
Foto: Reprodução / Portal de Prefeitura

Nesta etapa inicial, os trabalhos utilizam drones e um robô equipado com câmera, já que a entrada dos peritos no imóvel ainda não é permitida devido ao risco de desabamento do teto. A estabilidade da estrutura também está sendo avaliada.

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O incêndio começou na noite da quarta-feira (7) e só foi controlado pelo Corpo de Bombeiros após nove horas de combate às chamas. No dia seguinte, agentes da Polícia Federal utilizaram um drone e um carrinho robótico com câmera acoplada para registrar imagens do interior do prédio.

A investigação busca esclarecer se o fogo foi provocado intencionalmente ou se teve outras causas. De acordo com a PF, o acesso presencial dos peritos dependerá da realização de um escoramento que garanta condições de segurança para a entrada no imóvel.

Equipamentos mostram destruição nos laboratórios

O primeiro andar foi a área mais atingida pelas chamas. Com as janelas destruídas, os equipamentos utilizados pela Polícia Federal conseguiram acessar diferentes pontos do edifício e registrar os danos provocados pelo incêndio.

As imagens mostram laboratórios devastados, com escombros, cinzas, tubos e móveis retorcidos. O material deverá contribuir para o trabalho de investigação, que pretende identificar a origem e as circunstâncias do incêndio.

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Segundo o delegado regional executivo da Polícia Federal, Rodrigo Bastos, peritos da corporação no Distrito Federal também vão participar das investigações.

Incêndio provocou prejuízo estimado em R$ 100 milhões

A reitoria da UFPE calcula que os danos causados pelo incêndio cheguem a aproximadamente R$ 100 milhões. A destruição comprometeu cerca de 200 teses e dissertações, com impactos sobre duas décadas de pesquisas científicas desenvolvidas na universidade.

O prédio abrigava laboratórios dedicados a estudos na área de saúde, incluindo pesquisas sobre Covid-19, câncer, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

A Defesa Civil do Recife informou que ainda não realizou uma vistoria no local e aguarda a conclusão dos trabalhos da Polícia Federal. Após o encerramento da perícia, um engenheiro da própria UFPE deverá avaliar as condições estruturais do edifício.

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Governo anuncia recursos para reconstrução e equipamentos

Na quinta-feira (8), o ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitou o prédio atingido e anunciou a construção de um novo centro de pesquisas, com investimento estimado em R$ 28 milhões.

Já a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou, na sexta-feira (9), o repasse de R$ 40 milhões para a compra de novos equipamentos, em substituição aos materiais destruídos pelo fogo.

O edifício já abrigou o Restaurante Universitário nas décadas de 1980 e 1990 e, posteriormente, sediou a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine). Durante a pandemia, passou a receber o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica, que reunia laboratórios de diferentes áreas do conhecimento.

UFPE registrou três incêndios em uma semana

O incêndio que destruiu o centro de pesquisas foi o terceiro registrado na UFPE em um intervalo de uma semana. O primeiro caso ocorreu em 30 de setembro, em um laboratório do Departamento de Física. Não houve feridos, e a suspeita inicial apontou para um experimento realizado em uma câmara de alta temperatura usada para aquecer substâncias.

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O segundo incêndio aconteceu no domingo (4), no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, localizado no Centro de Biociências. Assim como nos outros episódios, ninguém ficou ferido.

Segundo a reitoria da universidade, as causas dos dois primeiros incêndios já foram identificadas. No laboratório de Física, o fogo teria começado durante a realização de um experimento. Já no Centro de Biociências, as chamas se espalharam após um curto-circuito no aparelho de ar-condicionado.

As circunstâncias do terceiro incêndio continuam sob investigação da Polícia Federal.

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