Polícia fará reconstituição da morte da PM encontrada com tiro na cabeça após família contestar versão do marido

Reconstituição ocorre nesta segunda-feira, 2, no apartamento onde a vítima morava com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto

2 mar 2026 - 10h41
Gisele Alves Santana, soldado da PM, foi encontrada com tiro na cabeça no apartamento em que morava
Gisele Alves Santana, soldado da PM, foi encontrada com tiro na cabeça no apartamento em que morava
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão

A Polícia Civil realiza nesta segunda-feira, 2, a reconstituição da morte da soldado da Polícia Militar, Gisele Santana, encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento no Brás, em São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas a família contestou a versão apresentada pelo marido dela, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto. 

Ao Terra, as autoridades confirmaram que a ação faz parte do trabalho investigativo que visa esclarecer todas as circunstâncias da morte. A Polícia segue com as diligências e ainda aguarda o resultado dos laudos.

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O crime ocorreu no último dia 18, no apartamento em que Gisele vivia com Geraldo e a filha, de 7 anos, fruto de outro casamento. Na ocasião, ele afirmou à polícia que teria dito à vítima que queria se separar. Ela, então, teria se exaltado e pedido para o marido sair, batendo a porta. 

Geraldo disse que foi tomar banho quando ouviu um barulho e abriu a porta do banheiro. Nesse momento, viu a esposa caída, sangrando muito e com a arma dele na mão. Segundo ele, além de chamar a polícia, ele ligou para o resgate e para um amigo, um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Gisele foi levada ao hospital, mas não resistiu. 

Pressão psicológica e ameaças 

Segundo o Fantástico, familiares afirmaram que ela sofria violência psicológica, controle e ameaças, por parte do marido. O tenente-coronel a proibia de usar salto, perfume e roupas de academia sem que ele estivesse junto. A família argumenta ainda que ela mudou quando passou a se relacionar com o tenente-coronel, e que tinha pouco acesso a ela. 

"A menina [filha dela] presenciou muitas cenas de violência contra a mãe, principalmente, psicológicas. A menina chegou desesperada pedindo para não retornar mais a casa de ambos", declarou José Miguel da Silva Júnior, advogado da família de Gisele. 

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Geraldo relatou à polícia ainda que o casal vinha tendo discussões frequentes por causa do ciúme da esposa. "Era um relacionamento doentio, ele tinha um sentimento de posse. Ele exercia um controle absurdo na vida dela, inclusive proibindo-a de ter contato com a família", complementou o advogado. 

Cinco dias antes de morrer, a PM conversou com familiares pedindo ajuda, e que ia pedir o divórcio. “Pai, vem me buscar porque eu não aguento mais. Não suporto mais essa pressão aqui", teria dito em uma ligação para o pai, segundo a família. O homem chegou à ir até o prédio dela e fez um vídeo. “Gisele, desce aí que eu estou aqui para conversar", declarou na gravação. 

A policial tinha 32 anos e estava casada com Geraldo, de 53, desde 2024. Até o momento, Geraldo não foi localizado para se posicionar sobre o caso. 

Fonte: Portal Terra
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