Polícia Civil mira maior facção de Porto Alegre em operação contra lavagem de dinheiro

Ação cumpre 33 prisões e 121 buscas em cinco Estados para atingir o esquema financeiro da organização criminosa.

26 ago 2026 - 07h59
Resumo
A Polícia Civil deflagrou uma megaoperação contra a maior facção de Porto Alegre para desarticular seu esquema de lavagem de dinheiro. Com 480 policiais, a ação cumpre 33 mandados de prisão preventiva e 121 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em outros quatro estados. Fruto de 15 meses de investigação do Deic, a ofensiva atinge o núcleo financeiro da organização criminosa, que usava até empresa de fachada na cantina de um presídio de segurança máxima para ocultar recursos ilícitos.

A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (26) uma operação contra a maior facção criminosa de Porto Alegre, apontada também como uma das mais violentas do Rio Grande do Sul. A ofensiva busca desarticular o esquema de lavagem de dinheiro e atingir a estrutura financeira do grupo. Cerca de 480 policiais participam da operação.

Foto: Divulgação / Porto Alegre 24 horas

A operação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) após um ano e três meses de investigação. Ao todo, são cumpridos 33 mandados de prisão preventiva e 121 de busca e apreensão em cinco Estados.

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No Rio Grande do Sul, a ação ocorre em Porto Alegre, Gravataí, Alvorada, Viamão, Charqueadas e Novo Hamburgo. Também há ordens judiciais sendo cumpridas em São Paulo, Goiás, Tocantins e Santa Catarina, onde a investigação identificou ramificações da organização.

Dos 33 alvos de prisão, 13 já estão no sistema prisional. Entre eles estão Luís Fernando da Silva Soares Júnior, de 38 anos, conhecido como Júnior Perneta, que está preso no sistema penitenciário federal, e Cristian dos Santos Ferreira, o Nego Cris. Os dois são novamente alvo de mandados de prisão nesta quarta-feira.

Segundo a investigação, a organização utilizava diferentes mecanismos para movimentar e ocultar recursos obtidos com atividades criminosas. Um dos esquemas identificados envolve uma empresa de fachada usada para administrar a cantina da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

A ofensiva tem como foco principal atingir a estrutura financeira da facção e interromper mecanismos utilizados para lavar dinheiro e manter as atividades criminosas.

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