A Polícia Civil fechou uma clínica clandestina em Balneário Pinhal (RS) e resgatou 13 pessoas mantidas em condições irregulares, incluindo dependentes químicos e pessoas com limitações intelectuais. A ação flagrou munições e um estrangeiro sob indícios de trabalho análogo à escravidão e cárcere privado. Um idoso ferido foi hospitalizado, e os demais internos foram acolhidos e direcionados a familiares ou abrigos públicos. Os responsáveis são investigados por violações sanitárias e direitos humanos.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Balneário Pinhal, desarticulou uma clínica clandestina que mantinha 13 pessoas em condições irregulares no Litoral Norte gaúcho. A operação conjunta contou com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Vigilância Sanitária local, em cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Tramandaí.
Entre as pessoas resgatadas no imóvel estavam indivíduos em tratamento contra a dependência química e pessoas com limitações intelectuais. Durante as buscas, as equipes de fiscalização e segurança localizaram dezenas de munições de calibre permitido e identificaram os responsáveis pelo imóvel.
No interior do estabelecimento, os agentes identificaram ainda um estrangeiro mantido em possível cárcere privado, com fortes indícios de submissão a condições análogas às de escravo. A Polícia Civil investiga as circunstâncias dessa exploração.
Acolhimento e encaminhamentos médicos
As vítimas receberam alimentação providenciada pela Assistência Social e passaram por triagem médica imediata. Um dos internos, um idoso, precisou de atendimento médico hospitalar de urgência em razão de ferimentos e complicações associadas a enfermidades preexistentes.
Todos os 13 abrigados foram reencaminhados para o convívio com seus familiares ou alocados em abrigos institucionais da rede pública, conforme cada avaliação social.
O inquérito policial instaurado apura a prática de crimes como cárcere privado, posse irregular de munições de arma de fogo e eventuais violações aos direitos humanos e sanitários cometidas pelos proprietários do local.