Polícia Civil fecha clínica clandestina em Balneário Pinhal e resgata 13 internos

Ação flagrou suspeita de cárcere privado, trabalho análogo à escravidão e apreendeu munições no Litoral Norte

22 out 2026 - 10h04
Resumo
A Polícia Civil fechou uma clínica clandestina em Balneário Pinhal (RS) e resgatou 13 pessoas mantidas em condições irregulares, incluindo dependentes químicos e pessoas com limitações intelectuais. A ação flagrou munições e um estrangeiro sob indícios de trabalho análogo à escravidão e cárcere privado. Um idoso ferido foi hospitalizado, e os demais internos foram acolhidos e direcionados a familiares ou abrigos públicos. Os responsáveis são investigados por violações sanitárias e direitos humanos.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Balneário Pinhal, desarticulou uma clínica clandestina que mantinha 13 pessoas em condições irregulares no Litoral Norte gaúcho. A operação conjunta contou com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Vigilância Sanitária local, em cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Tramandaí.

Foto: Polícia Civil / Divulgação / Porto Alegre 24 horas

Entre as pessoas resgatadas no imóvel estavam indivíduos em tratamento contra a dependência química e pessoas com limitações intelectuais. Durante as buscas, as equipes de fiscalização e segurança localizaram dezenas de munições de calibre permitido e identificaram os responsáveis pelo imóvel.

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No interior do estabelecimento, os agentes identificaram ainda um estrangeiro mantido em possível cárcere privado, com fortes indícios de submissão a condições análogas às de escravo. A Polícia Civil investiga as circunstâncias dessa exploração.

Acolhimento e encaminhamentos médicos

As vítimas receberam alimentação providenciada pela Assistência Social e passaram por triagem médica imediata. Um dos internos, um idoso, precisou de atendimento médico hospitalar de urgência em razão de ferimentos e complicações associadas a enfermidades preexistentes.

Todos os 13 abrigados foram reencaminhados para o convívio com seus familiares ou alocados em abrigos institucionais da rede pública, conforme cada avaliação social.

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O inquérito policial instaurado apura a prática de crimes como cárcere privado, posse irregular de munições de arma de fogo e eventuais violações aos direitos humanos e sanitários cometidas pelos proprietários do local.

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