RIO - O policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, encontrado morto em uma zona de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, foi velado e sepultado nesta segunda-feira, 12. A polícia de São Paulo suspeita que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) esteja envolvida no assassinato.
O PM estava desaparecido há quatro dias. O sepultamento ocorreu às 16h no Cemitério Cerejeiras, no Jardim Ângela, na zona sul da capital.
Santana desapareceu na noite de quarta-feira, 7, na zona sul de São Paulo. O carro dele foi encontrado carbonizado, no dia seguinte em Itapecerica da Serra, também na região metropolitana da capital.
Três pessoas foram presas ainda na quarta-feira por suspeita de envolvimento no sumiço do policial militar. Uma delas afirmou aos investigadores que o PM foi morto pelo crime organizado.
De acordo com as investigações, o caso teve início após uma discussão entre Santana e um homem com ligação ao tráfico de drogas em uma comunidade da zona sul da capital. Durante o desentendimento, o policial teria se identificado como PM. Em seguida, o suspeito saiu do local e avisou líderes do tráfico sobre a presença do militar. Santana teria sido abordado e morto após sair do local.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), quatro suspeitos estão presos temporariamente, entre eles o proprietário do sítio onde o corpo foi encontrado. Em nota, a pasta afirmou lamentar a morte do agente e disse que as investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no caso.