O policial militar filmado dando socos e chutes na cabeça de uma mulher supostamente em surto foi afastado pela corporação, segundo nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), na tarde deste domingo, 22. O caso em questão aconteceu na última quinta-feira, 19, em um prédio no Centro de São Vicente, no litoral paulista.
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"A Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar todos os aspectos do caso e afastou o policial envolvido das atividades operacionais. As imagens registradas pelas câmeras operacionais portáteis (COPs) dos policiais estão sendo analisadas. A instituição repudia excessos, desvios de conduta e ressalta que, constatada qualquer irregularidade, os responsáveis serão punidos", informou a pasta.
A agressão foi filmada por moradores do local. Ao Terra, a Prefeitura de São Vicente informou, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender a ocorrência. A mulher, de 30 anos, foi encontrada com um ferimento corto-contuso (lesão que combina o impacto de uma pancada com a ruptura da pele) na região da cabeça.
Após os primeiros atendimentos, ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central. Na filmagem, é possível ver uma poça de sangue ao lado da mulher.
Depois da repercussão do caso, a vítima falou, em entrevista à TV Tribuna, que estava em surto por falta de medicação durante o episódio. Ela disse que se exaltou durante uma conversa com o porteiro do edifício e admitiu que estava gritando, o que incomodou vizinhos. No entanto, ela explicou que estava em surto, já que faz tratamento com remédios controlados e não os tomava há algumas semanas.
"Me deixou um pouco exaltada", relatou a mulher, que não teve a identidade revelada. "Tinha câmeras do próprio funcionário me filmando, eu falando para ele que não precisava me filmar, porque o prédio todo tem câmeras”.
A polícia foi acionada por conta de reclamações de barulho e, ao ser abordada, tentou dar um tapa em um dos agentes, mas não o atigiu. Na sequência, as agressões por parte do policial começaram.