O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do GAECO, deflagrou nesta quarta-feira (18) a Operação Gollum II. Esta nova fase investiga um esquema de lavagem de dinheiro derivado de fraudes e desvios de verbas destinadas a tratamentos de home care (atendimento domiciliar). A ofensiva busca desarticular a estrutura financeira de uma organização criminosa que lesou os cofres públicos.
Com o apoio da Brigada Militar e do GAECO de Santa Catarina, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Passo Fundo, Canoas e Esteio (RS), além de Balneário Camboriú (SC). A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.
Desdobramentos e novos alvos
Esta etapa é fruto da análise de provas colhidas na Operação Gollum I, realizada no final de 2024. Segundo o promotor Diego Pessi, coordenador do GAECO Planalto, a investigação digital e financeira revelou um complexo sistema de ocultação de patrimônio vindo de estelionatos contra o Estado.
Nesta segunda fase, 12 novos alvos entraram no radar das autoridades:
9 pessoas físicas
3 empresas
Os envolvidos são investigados por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. O objetivo das buscas é apreender documentos e dispositivos eletrônicos que ajudem a reconstruir o fluxo financeiro e garantir a recuperação dos valores desviados do erário e do IPE Saúde.
Histórico da Operação Gollum
A primeira fase da operação ocorreu em dezembro de 2024, em Passo Fundo, desmascarando quatro núcleos criminosos compostos por familiares, advogados e prestadores de serviço. O esquema consistia em fraudar o serviço de atendimento domiciliar para desviar recursos públicos. Em maio de 2025, o trabalho resultou na denúncia de 23 pessoas por crimes como falsidade ideológica e estelionato qualificado, servindo de base para a atual asfixia financeira do grupo.