A Polícia Ambiental fechou um canil e pet shop clandestino em Lagoa Vermelha e prendeu a proprietária em flagrante por maus-tratos, com base na Lei Sansão. Na ação, motivada por denúncias anônimas, 20 cães foram resgatados de cubículos sem ventilação, vivendo entre fezes e urina, sem água limpa, desnutridos e desidratados. Sem direito a fiança policial, a responsável foi levada à delegacia, enquanto os animais passaram por triagem médica e seguiram para abrigos e entidades de proteção locais.
Uma fiscalização deflagrada pela Polícia Ambiental resultou no fechamento de um estabelecimento clandestino e na prisão em flagrante de uma mulher por maus-tratos a animais em Lagoa Vermelha. A ação foi deflagrada na terça-feira (6) após alertas anônimos apontarem irregularidades em um imóvel urbano da cidade.
No endereço vistoriado, os policiais constataram o funcionamento irregular de um pet shop e criadouro sem qualquer autorização sanitária. No interior do espaço, vinte cães de diferentes portes e raças estavam confinados em cubículos sem ventilação adequada.
A vistoria técnica revelou um cenário de abandono:
Acúmulo excessivo de fezes e urina nos locais de permanência dos animais;
Ausência de água limpa e fornecimento de comida imprópria para consumo;
Espaço reduzido que impedia a livre movimentação das espécies;
Magreza extrema, desidratação e total falta de acompanhamento veterinário.
Constatado o crime ambiental com base na Lei Sansão, a proprietária foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil e autuada em flagrante, sem possibilidade de arbitramento de fiança na esfera policial. O grupo de animais resgatados passou por triagem emergencial de saúde e foi encaminhado para abrigos provisórios e entidades de proteção da região.