O projeto de transferência da sede do governo de São Paulo para o centro da capital não se resume à construção de novos prédios. O contrato de parceria público-privada (PPP), vencido pelo consórcio da imobiliária RZK, nesta quinta-feira, 26, inclui a requalificação de 17 imóveis tombados nos Campos Elíseos.
Com exceção do Palácio dos Campos Elíseos, que será usado pelo governo, e do casarão ocupado pela Secretaria da Educação como diretoria de ensino, os 15 imóveis restantes serão geridos pela iniciativa privada (veja lista abaixo).
A concessionária poderá explorar os espaços comercialmente — abrigando desde restaurantes e galerias até escritórios da própria administradora.
Atrás do muro alto do Centro de Apoio e Pastoral do Migrante (Cami), um outro sobrado do século 19 é citado como antiga residência da família Amendola.
Avenida Rio Branco, 1278 a 1318
Dois imóveis geminados, uma casa térrea, com porão, e um sobrado de arquitetura da virada do século 19 ao 20. O número 1312 abrigou o antigo Batalhão da Polícia Florestal.
Atual diretoria de ensino da Secretaria do Estado da Educação na região centro-oeste, o prédio seguirá com a mesma função após o restauro. Foi construído como residência de alto padrão na virada do século 19 para o 20.
Alameda Glete, 218 a 234
Três sobrados (dois deles geminados e um já reformado, sem fachada que remeta ao século passado) na Alameda Glete também estão na lista de restauros da PPP.
Alameda Glete, 501
Outro imóvel residencial típico da virada do século 19 ao 20 na Alameda Glete.
Rua Conselheiro Nébias, 970
Ao lado do Liceu Coração de Jesus, o edifício da Alameda Barão de Piracicaba traz elementos decorativos na fachada, típicos das construções do final do século 19 e início do 20.