Médico é condenado em R$ 160 mil por esquema para ‘furar a fila’ do SUS no Paraná

Ortopedista recebia valores de pacientes que aguardavam pelos procedimentos

11 ago 2025 - 16h25
(atualizado às 17h44)
Resumo
Médico ortopedista foi condenado no Paraná a pagar mais de R$ 160 mil por cobrar pacientes para “furar a fila” do SUS, perdendo a função, direitos políticos e vínculo com o sistema público.
Pacientes esperando por atendimento médico
Pacientes esperando por atendimento médico
Foto: iStock/Getty Images Plus

Um médico ortopedista foi condenado pelo Ministério Público do Paraná em mais de R$ 160 mil por ato de improbidade administrativa ao cobrar de pacientes para “furar a fila” de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade de Toledo, na região de Cascavel. 

De acordo com o órgão, o profissional recebia valores em dinheiro em espécie, em seu consultório particular, de pacientes que aguardavam pelos procedimentos na rede pública de saúde. 

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Essas cobranças aconteceram entre os anos de 2014 e 2015, ano em que foi alvo de operação realizada pela Promotoria de Justiça, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) , e acabou preso em flagrante.

Com as investigações, o médico foi denunciado criminalmente por corrupção passiva em dois processos. Na última quarta-feira, 6, então, foi expedida a condenação pelo ato de improbidade administrativa que resultou em enriquecimento ilícito.

A decisão determinou a devolução de R$ 53.786,82, cobrados indevidamente dos pacientes, e o pagamento de multa civil no valor de R$ 107.573,64, totalizando mais de R$ 160 mil. 

Além dos valores a serem pagos, o ortopedista perdeu a função de médico, foi descredenciado junto ao SUS, teve a suspensão de seus direitos políticos pelo prazo de oito anos e foi proibido de contratar com o poder público.

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Fonte: Redação Terra
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