Justiça após 8 anos: Réu é condenado a prisão por morte de jovem na saída da balada no RS

Tribunal do Júri sentenciou o acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelo homicídio de Henrique Galli Gomes, ocorrido em 2018.

19 out 2026 - 15h50
Resumo
Mais de oito anos após a morte de Henrique Galli Gomes, em Passo Fundo (RS), o Tribunal do Júri condenou o réu a 10 anos de prisão em regime fechado por homicídio simples. O crime ocorreu em julho de 2018, quando o jovem foi morto a tiros pelas costas na saída de uma casa noturna, após um conflito banal dentro do local. O julgamento teve execução provisória da pena com expedição imediata de mandado de prisão, encerrando uma longa espera da família por justiça contra a violência fútil.

Mais de oito anos após a trágica morte de Henrique Galli Gomes, a justiça foi finalmente dada à família e à sociedade de Passo Fundo. Nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, o Tribunal do Júri condenou o réu acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) a 10 anos de reclusão em regime inicial fechado pelo crime de homicídio simples. Durante a sessão, foi determinada a execução provisória da pena e a imediata expedição de mandado de prisão.

Foto: imagem meramente ilustrativa / Freepik / Porto Alegre 24 horas

O caso remonta à madrugada de 21 de julho de 2018, quando Henrique foi baleado três vezes pelas costas na saída de uma casa noturna localizada na Vila Popular. De acordo com as investigações e a denúncia apresentada pelo MPRS, a vítima e o autor dos disparos haviam se desentendido momentos antes dentro do estabelecimento comercial, em um conflito banal que culminou na execução em via pública.

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A acusação foi conduzida pela promotora de Justiça Fernanda Carolina de França Barbosa Camara Zaconi, que enfatizou a importância da decisão para coibir a violência urbana. Segundo a representante do Ministério Público, o veredito dos jurados envia um alerta firme à comunidade de Passo Fundo sobre a intolerância a desentendimentos fúteis que terminam em tragédias fatais, deixando famílias enlutadas e cortando o futuro de jovens.

O julgamento foi marcado por momentos de forte emoção, acompanhado de perto por familiares da vítima e pela advogada Marcieli Oliveira dos Santos, que atuou como assistente de acusação representando a mãe de Henrique. Ao término da leitura da sentença, a comoção tomou conta do plenário, simbolizando o encerramento doloroso de uma espera de mais de oito anos por respostas do Poder Judiciário gaúcho.

MPRS.

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