O juiz Samuel de Oliveira Magro foi resgatado depois de mais de 30 horas em cativeiro em SP, em um sequestro não premeditado; ele já havia sido vítima de golpe semelhante em 2021.
A Polícia Civil de São Paulo informou que o juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) Samuel de Oliveira Magro já havia sido vítima de outro sequestro, em 2021. O crime atual não foi premeditado, mas, sim, um ataque de “oportunidade” dos criminosos, diferente do que ocorreu há quatro anos, que foi planejado.
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Segundo o delegado coordenador da Delegacia Anti-Sequestro Fabio Nelson, Magro caiu no chamado ‘golpe do amor’ em 2021. “Achava que ia para um encontro e sofreu um golpe”, afirmou Nelson. No entanto, as autoridades não deram detalhes do ocorrido.
Já na noite do último domingo, 18, o magistrado, que também é auditor fiscal, foi escolhido aleatoriamente, quando foi abordado por dois homens armados ao parar seu carro na Avenida Rebouças, próximo à Rua Oscar Freire, área nobre da capital paulista. Enquanto outros criminosos conduziam seu veículo, ele foi levado para um cativeiro em Osasco, na Grande São Paulo.
A Polícia garantiu que o sequestro não tem qualquer ligação com o cargo dele. "Ele foi vítima de sequestro relâmpago por oportunidade. Então, não foi estudada a rotina dele”, declarou Nelson.
Palavra-chave despertou alerta
Enquanto estava sob a mira dos criminosos, Magro foi autorizado pela quadrilha a atender a ligação de seu companheiro, numa tentativa dos bandidos de ganhar tempo para coagi-lo. Na chamada, ele revelou uma palavra-chave previamente combinada, não relevada pela Polícia, e seu companheiro percebeu que ele poderia estar em perigo.
“Foi nesse momento que o companheiro comunicou o 58º DP, nós fizemos uma série de investigações, prendemos esses cinco sequestradores e resgatamos a vítima, que foi agredida pelos criminosos”, pontuou o delegado. Magro foi libertado após mais de 30 horas.
Além de autorizar a entrada de pessoas no seu apartamento, durante a chamada com o companheiro, o porteiro da vítima também recebeu uma mensagem enviada do celular do juiz, o autorizando a liberar a entrada de outras pessoas em seu apartamento.
Apesar da autorização, os criminosos desistiram da ideia de ir até o imóvel, portanto, nenhum item pessoal foi levado. Eles também tentaram fazer transferências bancárias com o celular da vítima, mas não conseguiram concluí-las.
Durante a coletiva de imprensa, as autoridades informaram que no cativeiro foram encontrados quatro criminosos e que o último foi preso pouco depois. "É uma quadrilha, alguns já tem passagem pela polícia, com um menor de idade”, esclareceu o delegado-geral Artur Dian.
O resgate foi conduzido por agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Os cinco presos foram levados para a DAS, que fica no prédio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. A Polícia investiga se há mais envolvidos no crime.