O juiz Samuel de Oliveira Magro foi vítima de um sequestro relâmpago por oportunidade, sendo libertado após investigação da polícia, cinco foram presos.
O juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) Samuel de Oliveira Magro, libertado de um cativeiro nesta terça-feira, 20, foi vítima de sequestro relâmpago e não de um crime premeditado. Segundo a polícia, ele foi escolhido aleatóriamente pelos criminosos. Ao todo, cinco pessoas foram presas.
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Magro foi abordado por dois homens armados quando parou seu carro na Avenida Rebouças, próximo à Rua Oscar Freire, área nobre da capital paulista. Enquanto outros criminosos conduziam seu veículo, ele foi levado para um cativeiro em Osasco, na Grande São Paulo.
"Ele foi vítima de sequestro relâmpago por oportunidade. Então, não foi estudada a rotina dele”, explicou Fábio Nelson, delegado coordenador da Delegacia Anti-Sequestro.
Enquanto estava sob a mira dos criminosos, Magro foi autorizado pela quadrilha a atender a ligação de seu companheiro, numa tentativa dos bandidos de ganhar tempo para coagi-lo. Na chamada, ele revelou uma palavra-chave previamente combinada, não relevada pela Polícia, e seu companheiro percebeu que ele poderia estar em perigo.
“Foi nesse momento que o companheiro comunicou o 58º DP, nós fizemos uma série de investigações, prendemos esses cinco sequestradores e resgatamos a vítima, que foi agredida pelos criminosos”, pontuou o delegado. Magro foi libertado após mais de 30 horas.
O porteiro da vítima também recebeu uma mensagem enviada do celular do juiz, o autorizando a liberar a entrada de outras pessoas em seu apartamento. Apesar da autorização, os criminosos desistiram da ideia de ir até o imóvel, portanto, nenhum item pessoal foi levado. Eles também tentaram fazer transferências bancárias com o celular da vítima, mas não conseguiram concluí-las.
Durante a coletiva de imprensa, as autoridades informaram que no cativeiro foram encontrados quatro criminosos e que o último foi preso pouco depois. "É uma quadrilha, alguns já tem passagem pela polícia, com um menor de idade”, esclareceu o delegado-geral Artur Dian.
‘Traumatizado’
Segundo Fábio Nelson, Magro estava um pouco abatido no momento em que foi resgatado. Ele já havia sido vítima de sequestro em 2021.
“É um crime muito grave, que atinge não só aquela pessoa, mas todo o núcleo familiar. Ele estava muito traumatizado. Foi socorrido, passou pelo hospital e na Divisão de Sequestro, se reencontrou com a sua família, o que é sempre muito emocionante”, pontuou.
O resgate foi conduzido por agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Os cinco presos foram levados para a DAS, que fica no prédio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. A Polícia investiga se há mais envolvidos no crime.