Um crime de homicídio doloso mobilizou as forças de segurança e equipes de socorro na madrugada desta sexta-feira, no município de Capão da Canoa, no Litoral Norte gaúcho. Um homem identificado como Mario Monteiro foi localizado sem vida no interior de um imóvel situado no Beco da Divisória. O corpo apresentava múltiplos ferimentos provocados por golpes de arma branca, concentrados majoritariamente na área do pescoço e espalhados por outras partes do tronco.
A Brigada Militar foi acionada para atender a ocorrência por meio do Centro de Operações (COPOM), após um chamado inicial dar conta de um encontro de cadáver. O alerta partiu de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que já se encontrava no endereço. Conforme relataram moradores da vizinhança e parentes da vítima, gritos fortes foram ouvidos vindos de dentro da casa por volta das 4h40. Em um primeiro momento, as testemunhas acreditaram que o idoso estivesse sofrendo um colapso de saúde ou mal súbito, razão pela qual solicitaram o apoio dos paramédicos. Foi somente com a chegada da ambulância que os familiares decidiram entrar no imóvel, deparando-se com a cena do crime.
Em depoimentos preliminares colhidos pelos policiais militares no local, os parentes de Mario enfatizaram que ele não possuía qualquer tipo de ligação com redes de tráfico de entorpecentes. No entanto, eles apontaram uma possível linha de investigação aos agentes: a vítima mantinha o hábito de contratar mulheres usuárias de drogas da região para a realização de programas sexuais. A principal suspeita da família é de que um desentendimento ou discussão decorrente dessa dinâmica possa ter desencadeado o ataque fatal.
O esclarecimento do caso deve enfrentar barreiras logísticas, uma vez que o Beco da Divisória e suas adjacências são apontados pelas autoridades como pontos de intensa comercialização de substâncias ilícitas, cenário que costuma impor a lei do silêncio entre moradores. Além disso, a infraestrutura de vigilância no perímetro é precária; a única câmera de segurança instalada nas proximidades e que poderia registrar a fuga de suspeitos está inoperante, segundo relatos da própria comunidade. A Brigada Militar mantém as buscas e a coleta de dados na região para tentar mapear a autoria e a motivação exata do assassinato.