Invasão, sequestro e morte: MPRS denuncia 4 pessoas por Latrocínio de empresário no RS

Denúncia do Ministério Público traz novos contornos sobre o caso do empresário morto durante fuga policial em Cerro Largo após assalto em Guarani das Missões.

9 set 2026 - 14h40
Resumo
O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou quatro homens pelo latrocínio do empresário Cleiton de Oliveira Santos, além de adulteração veicular e porte ilegal de arma. O crime começou com a invasão da residência da vítima em Guarani das Missões, sob ameaças à família. Durante a fuga com o refém pela BR-392, o carro dos criminosos capotou e incendiou em perseguição policial, matando o empresário e um comparsa. O MPRS também pediu indenização cível e investiga elos com o crime organizado.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) concluiu a fase inicial de acusação e denunciou quatro homens pela morte do empresário Cleiton de Oliveira Santos, de 44 anos. O crime, que gerou forte repercussão na região Noroeste gaúcha, envolveu uma dinâmica violenta de roubo qualificado seguido de morte, conhecida juridicamente como latrocínio, e foi detalhado em denúncia apresentada nesta terça-feira (8).

Foto: imagem meramente ilustrativa / Freepik / Porto Alegre 24 horas

O episódio criminoso teve início na madrugada de 7 de agosto em Guarani das Missões, quando os criminosos invadiram a residência do empresário, rendendo o casal e seus dois filhos sob graves ameaças. Exigindo transferências bancárias, dinheiro e joias, o bando decidiu levar a vítima consigo no momento em que a Brigada Militar foi acionada. Durante a fuga em alta velocidade pela BR-392, em Cerro Largo, a perseguição policial terminou com o capotamento e incêndio do veículo, tirando a vida tanto do empresário quanto de um dos integrantes do grupo.

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A denúncia, subscrita pelo promotor de Justiça Guilherme Modesti Donin, imputa aos quatro réus os crimes de latrocínio, adulteração de sinal identificador de veículo e porte ilegal de arma de fogo. Paralelamente às acusações criminais, o MPRS protocolou pedido de indenização cível para reparar os danos materiais e morais causados aos familiares da vítima, buscando assegurar assistência jurídica e financeira diante da gravidade dos prejuízos.

As autoridades ministeriais e policiais continuam debruçadas sobre o caso. A promotoria requereu o aprofundamento nas investigações para identificar eventuais coautores, esclarecer pontos pendentes do inquérito e investigar a possível ligação dos suspeitos com redes de criminalidade organizada na região.

MPRS.

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