O escritório do ex-vereador Milton Leite foi invadido na zona sul de São Paulo. Os criminosos reviraram o local e levaram o aparelho de gravação das câmeras de segurança, mas deixaram para trás mais de R$ 19 mil em dinheiro, além de celulares e documentos, que foram apreendidos pela polícia. Preso recentemente na Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC no transporte público da capital paulista, o ex-presidente da Câmara Municipal nega as acusações. A Polícia Civil apura o caso.
Criminosos invadiram na noite de domingo, 20, o escritório do ex-vereador Milton Leite, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Apesar de encontrarem R$ 19.261 em dinheiro no endereço, os suspeitos não levaram a quantia.
Já o equipamento DVR que armazenava as imagens das câmeras de segurança do local teria sido levado pelos criminosos.
Segundo a Polícia Militar, os envolvidos entraram na propriedade em um veículo branco e fugiram antes da chegada dos policiais. A invasão foi percebida por uma vizinha, que acionou a PM.
Quando chegaram ao imóvel, os policiais encontraram o portão aberto e sinais de que o local havia sido revirado. Sobre um sofá, havia malotes com dinheiro, além de documentos pessoais e celulares. A quantia em espécie permaneceu no imóvel e não foi levada pelos invasores.
A área foi isolada para a realização de perícia e exames de papiloscopia. Após os trabalhos da Polícia Científica, o dinheiro e os demais objetos encontrados foram apreendidos e encaminhados ao 11º Distrito Policial (Santo Amaro), responsável pelo registro da ocorrência.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), também foram apreendidos cartões bancários e documentos. O caso foi registrado como furto a residência e localização e apreensão de objetos.
Leite foi vereador por sete mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal por seis anos. Ele deixou a Câmara ao final de 2024. Mesmo sem mandato, continuou tendo influência na política de São Paulo.
Ele é investigado na Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) na quinta-feira, 17, para apurar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.
O ex-vereador se entregou à polícia na sexta-feira, 18, após ser alvo de um mandado de prisão. No sábado, 19, a Justiça de São Paulo manteve a prisão após a audiência de custódia. Ele afirma ser inocente das acusações.