Em caso de violência contra a mulher, denuncie
Violência contra a mulher é crime, com pena de prisão prevista em lei. Ao presenciar qualquer episódio de agressão contra mulheres, denuncie. Você pode fazer isso por telefone (ligando 190 ou 180). Também pode procurar uma delegacia, normal ou especializada. Saiba mais sobre como denunciar aqui.
Ana Clara Soares de Oliveira, de 19 anos, morreu após ser baleada na madrugada desta segunda-feira, 12, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O principal suspeito do crime é o ex-namorado da jovem, Mateus Isaac, de 22 anos, que fugiu após o crime e segue foragido. O caso foi registrado como feminicídio no 1º Distrito Policial (DP) do município.
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O crime aconteceu na casa de um amigo de Mateus, onde ele e Ana Clara estavam juntos. Os dois haviam terminado o relacionamento, mas se encontraram no dia 10 e foram até a residência do colega do suspeito.
De acordo com a investigação, o proprietário do imóvel precisou sair por alguns minutos e deixou o casal sozinho. Nesse período, os dois teriam discutido, e Mateus, que estava armado, teria atirado na cabeça da jovem.
Quando voltou, o amigo teria ouvido a confissão do suspeito, que pediu ajuda para fugir. O colega se recusou a ajudá-lo e contou o ocorrido à própria mãe, que mora perto do local do crime. Nesse intervalo, Mateus teria escapado com a motocicleta do amigo.
Segundo a Polícia Militar, Mateus ligou para a mãe e, novamente, pediu ajuda para fugir após confessar o assassinato, mas foi aconselhado a se entregar às autoridades. Até a última atualização, ele segue foragido, conforme a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) em nota ao Terra.
Crime foi anunciado
Uma testemunha relatou à Polícia Civil que, cerca de duas semanas antes do crime, Mateus teria dito a pessoas do bairro que havia comprado uma arma para matar Ana Clara por não aceitar o fim do relacionamento.
A jovem teria tomado conhecimento das ameaças, mas não acreditava que o ex-namorado colocaria o plano em prática. Pessoas próximas ao casal também relataram aos investigadores que a relação era marcada por discussões, separações, ameaças e agressões. Segundo os depoimentos, Mateus não aceitava os términos, mesmo quando Ana Clara tentava se afastar.
A mãe do suspeito afirmou que chegou a aconselhar a jovem a romper o relacionamento devido ao comportamento agressivo e ao sentimento de posse demonstrado pelo filho.
Cerca de um mês antes do crime, Mateus teria enforcado Ana Clara. A jovem não registrou queixa.
*Com informações do Estadão