A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, divulgou uma nota de pesar e de cobrança por justiça após a morte da jovem durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. O comunicado foi publicado no sábado, 20, uma semana depois do acidente que vitimou a estudante, e veiculado pela imprensa local.
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Conhecida pelos familiares como Duda, Maria Eduarda morreu após ser lançada da chamada Ponte do Esqueleto sem estar presa aos equipamentos de segurança. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Na nota, os familiares lembram a trajetória da jovem e destacam os sonhos interrompidos pela morte precoce.
"É com uma dor imensurável e o coração desolado que a Família Rodrigues de Freitas, carinhosamente conhecida como Duda, aos 21 anos. Sua partida abrupta interrompe uma vida cheia de planos e sonhos, deixando uma ausência profunda em todos nós que a amamos."
A família também relembrou a personalidade da jovem, que nasceu em 25 de dezembro, e sua dedicação aos estudos e à carreira profissional. "Desde pequena, Duda se destacava por sua alegria, seu bom humor e sua energia contagiante."
Segundo os parentes, a jovem possuía formação em Nutrição Esportiva, cursava Educação Física e trabalhava em uma academia da cidade. Ela também fazia planos para o futuro ao lado do namorado e desejava construir uma família.
No comunicado, os familiares classificam a morte como inaceitável e manifestam indignação com as circunstâncias do caso.
"O crime ocorrido com a nossa Duda no último sábado, 13 de junho de 2026, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, ao ser lançada sem estar devidamente conectada aos equipamentos de segurança é inaceitável e está sob investigação da Polícia Civil. Este fato causa-nos uma profunda angústia e indignação."
"Neste momento de luto, a Família Rodrigues, acompanhada por sua assessoria jurídica, busca por justiça. É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões."
Os familiares também demonstraram confiança nas investigações conduzidas pela Polícia Civil e defenderam que a apuração do caso sirva de alerta para evitar novas tragédias.
"Desejamos, acima de tudo que a elucidação deste caso sirva de alerta para que situações como esta não se repitam, protegendo a vida de outros jovens."
Ao final do texto, a família agradeceu as manifestações de solidariedade e pediu respeito ao período de luto.
Prisões
A Polícia Civil de São Paulo prendeu uma mulher e dois homens suspeitos de envolvimento no caso. As identidades não foram divulgadas.
Outros três instrutores já estavam presos preventivamente. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, apontados como responsáveis por auxiliar Maria Eduarda no salto, foram transferidos na última terça-feira, 16, para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos.
Segundo as investigações, a estudante deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas nenhuma delas estava conectada ao seu corpo no momento do salto. Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros.