Família de jovem morta em salto em Limeira pede justiça e diz que sonhos de Maria Eduarda foram interrompidos

Jovem foi descrita como tendo uma energia contagiante e sonhos de ter uma família

21 jun 2026 - 22h46
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu em salto de rope jumping em Limeira.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu em salto de rope jumping em Limeira.
Foto: Reprodução/X / Estadão

A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, divulgou uma nota de pesar e de cobrança por justiça após a morte da jovem durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. O comunicado foi publicado no sábado, 20, uma semana depois do acidente que vitimou a estudante, e veiculado pela imprensa local.

Conhecida pelos familiares como Duda, Maria Eduarda morreu após ser lançada da chamada Ponte do Esqueleto sem estar presa aos equipamentos de segurança. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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Na nota, os familiares lembram a trajetória da jovem e destacam os sonhos interrompidos pela morte precoce.

"É com uma dor imensurável e o coração desolado que a Família Rodrigues de Freitas, carinhosamente conhecida como Duda, aos 21 anos. Sua partida abrupta interrompe uma vida cheia de planos e sonhos, deixando uma ausência profunda em todos nós que a amamos."

A família também relembrou a personalidade da jovem, que nasceu em 25 de dezembro, e sua dedicação aos estudos e à carreira profissional. "Desde pequena, Duda se destacava por sua alegria, seu bom humor e sua energia contagiante."

Segundo os parentes, a jovem possuía formação em Nutrição Esportiva, cursava Educação Física e trabalhava em uma academia da cidade. Ela também fazia planos para o futuro ao lado do namorado e desejava construir uma família.

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No comunicado, os familiares classificam a morte como inaceitável e manifestam indignação com as circunstâncias do caso.

"O crime ocorrido com a nossa Duda no último sábado, 13 de junho de 2026, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, ao ser lançada sem estar devidamente conectada aos equipamentos de segurança é inaceitável e está sob investigação da Polícia Civil. Este fato causa-nos uma profunda angústia e indignação."

"Neste momento de luto, a Família Rodrigues, acompanhada por sua assessoria jurídica, busca por justiça. É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões."

Os familiares também demonstraram confiança nas investigações conduzidas pela Polícia Civil e defenderam que a apuração do caso sirva de alerta para evitar novas tragédias.

"Desejamos, acima de tudo que a elucidação deste caso sirva de alerta para que situações como esta não se repitam, protegendo a vida de outros jovens."

Ao final do texto, a família agradeceu as manifestações de solidariedade e pediu respeito ao período de luto.

Prisões

A Polícia Civil de São Paulo prendeu uma mulher e dois homens suspeitos de envolvimento no caso. As identidades não foram divulgadas.

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Outros três instrutores já estavam presos preventivamente. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, apontados como responsáveis por auxiliar Maria Eduarda no salto, foram transferidos na última terça-feira, 16, para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos.

Segundo as investigações, a estudante deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas nenhuma delas estava conectada ao seu corpo no momento do salto. Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros.

Fonte: Portal Terra
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