Estresse, misericórdia e ingenuidade: Mortes em hospital do DF têm várias versões de suspeitos

Após três mortes suspeitas, trio de técnicos de enfermagem é preso por aplicar injeções fatais

26 jan 2026 - 16h28
(atualizado às 16h55)
 Marcos Vinícius Silva, principal executor, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves  são os três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes na UTI do Hospital Anchieta, um dos mais tradicionais do DF
Marcos Vinícius Silva, principal executor, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves são os três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes na UTI do Hospital Anchieta, um dos mais tradicionais do DF
Foto: Reprodução/TV Globo

As investigações sobre as mortes de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, avançam com uma série de versões diferentes apresentadas pelos suspeitos ouvidos pela Polícia Civil do DF (PCDF). No centro do caso está o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, apontado como responsável pela aplicação de substâncias em sobredose que teriam provocado os óbitos.

Em um primeiro depoimento, Marcos Vinícius negou qualquer envolvimento nas mortes, conforme a CNN. Quando confrontado com imagens, ele afirmou que a superlotação do hospital, junto com a carga horária excessiva, o deixava "nervoso". 

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Em uma segunda versão, no entanto, afirmou que teria agido para "diminuir o sofrimento" dos pacientes, segundo informou a TV Globo.

Marcos Vinícius utilizava o acesso de médicos para prescrever substâncias e chegava a simular manobras de reanimação com o objetivo de encobrir os crimes. As vítimas foram identificadas como a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, o servidor público João Clemente Pereira, de 63, e Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33. Eles moravam em Taguatinga, Riacho Fundo e Brazlândia, respectivamente.

Além do principal suspeito, outras duas profissionais de enfermagem são investigadas por possível participação no esquema. Ambas teriam ajudado na vigilância, impedindo a entrada de outros profissionais durante as aplicações. As versões apresentadas por elas também divergem.

Marcela Camilly Alves da Silva afirmou inicialmente aos delegados que não sabia o que o colega estava injetando nas vítimas. Após assistir às imagens, assim como Marcos, mudou o depoimento, confessou participação e declarou estar arrependida de não ter alertado a equipe médica sobre a conduta de Marcos Vinícius.

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Já Amanda Rodrigues de Sousa manteve sua inocência. Em depoimento, disse acreditar que o técnico administrava "medicamentos normais" nos pacientes internados e negou ter conhecimento de qualquer irregularidade.

O grupo foi preso no âmbito da Operação Anúbis. A PCDF agora analisa os celulares apreendidos para apurar possíveis motivações. O Terra buscou a PCDF para mais informações sobre o caso, mas não obteve retorno.

Fonte: Portal Terra
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