DNA sob unhas de vítima confirma autoria e leva à prisão de foragido por feminicídio em Rio Grande

Homem de 41 anos teve compatibilidade genética comprovada pelo IGP após estrangular e esfaquear jovem de 25 anos na localidade da Capilha

15 set 2026 - 10h43
Resumo
A Polícia Civil prendeu em Rio Grande um homem de 41 anos foragido por feminicídio, após laudo do IGP confirmar a presença de seu DNA sob as unhas da vítima, de 25 anos, morta em junho por esganadura e facadas. O material genético comprovou a reação de defesa da mulher e consolidou indícios anteriores, como vínculo entre ambos e reconhecimento por testemunhas. Com a prisão preventiva decretada, o acusado ficará no sistema prisional à disposição da Justiça enquanto o inquérito é finalizado.

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Rio Grande capturou, na noite desta segunda-feira (14), o suspeito de 41 anos investigado pelo feminicídio de uma mulher de 25 anos. O mandado de prisão preventiva foi cumprido em via pública, no bairro Miguel de Castro Moreira, após laudo pericial do Instituto-Geral de Perícias (IGP) atestar a compatibilidade genética do investigado com o material biológico encontrado sob as unhas da vítima.

Foto: Divulgação / Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas

O homicídio ocorreu em 12 de junho na localidade da Capilha, onde a jovem foi localizada sem vida apresentando marcas de esganadura e ferimentos causados por arma branca. Em julho, com a decretação de sua prisão temporária pelo Poder Judiciário, o homem passou à condição de foragido enquanto a Polícia Civil aguardava os resultados laboratoriais do material recolhido pela perícia criminal na cena do fato.

Publicidade

Segundo a delegada titular da Deam, Alexandra Sosa, o laudo definitivo emitido pelo IGP confirmou a presença de DNA masculino correspondente ao do suspeito nas unhas da vítima, indicando reação de defesa física antes da morte. O laudo pericial consolidou os indícios anteriores da investigação, que já apontavam para a presença do indivíduo nos arredores do imóvel, a existência de vínculo com a vítima e o reconhecimento fotográfico colhido em diligências de campo.

Com a conversão da medida cautelar em prisão preventiva, o investigado permanecerá recolhido ao sistema prisional durante a tramitação da ação penal. O inquérito segue com a Deam para a conclusão das etapas formais e remessa dos autos à Justiça.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se