Pessoas famosas e figuras públicas, e até autoridades, fazem parte de lista de vítimas da "Gangue do Quebra-Vidro". O crime consiste em roubar motoristas e passageiros que estão parados no trânsito, muitas vezes distraídos e mexendo no celular.
O principal foco dos criminosos é justamente os smartphones, muitas vezes tomados com a tela desbloqueada e com caminho livre para os bandidos mexerem nos aplicativos de banco.
Em São Paulo, como mostrou o Estadão, assaltos deste tipo são registrados com frequência no centro da capital, em endereços como Baixada do Glicério, o Viaduto Julio de Mesquita Filho e as avenidas do Estado e Tiradentes.
A polícia informou que a quadrilha é uma das mais especializadas em roubos de celulares na região central da capital paulista.
Na ocasião, a Justiça bloqueou R$ 915 mil de contas de pessoas físicas e empresas ligadas ao grupo. Empresas de fachada usadas pela quadrilha para lavagem de dinheiro também foram extintas após determinação judicial.
O que diz a SSP-SP
A Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP) informa que o enfrentamento aos roubos e furtos de celulares é realizado de "forma contínua e estratégica em todo o Estado, com base na análise da mancha criminal e no direcionamento do policiamento ostensivo em pontos de maior incidência, como vias com congestionamento e grande fluxo de veículos".
Afirma ainda que, além das ações realizadas pela PM, a Polícia Civil atua com investigações voltadas à identificação de autores e à repressão da receptação, a roubos de celulares, "altamente visados em casos de quebra-vidro".
"Como resultado dessas ações, os indicadores apresentam queda: no primeiro bimestre de 2026, houve redução de 26,7% nos roubos de celulares no Estado, com 4,7 mil ocorrências a menos em relação ao mesmo período de 2025?, disse a pasta./COLABOROU ÍTALO LO RE