Uma investigação da Polícia Civil revelou a atuação de um esquema estruturado de transporte e comercialização de maconha para facções criminosas com atuação no Rio Grande do Sul. De acordo com a apuração, um homem apontado como líder do tráfico em uma região da capital, seria o principal articulador do grupo. Quando preso, ele usava tornozeleira eletrônica.
Conforme o delegado Joel Wagner, da 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (3ª DIN), a investigação teve início em março do ano passado e indica que o grupo teria movimentado ao menos 4,5 toneladas de maconha, distribuídas para diferentes regiões do Estado.
Nesta sexta-feira, a polícia cumpre 21 mandados de prisão, entre temporárias e preventivas, além de 16 mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem em Porto Alegre, Canoas, Gravataí, São Leopoldo, Sapiranga, Parobé, Portão, Campo Bom e Osório. Até o momento, 17 pessoas foram presas e três veículos apreendidos.
A investigação teve como ponto de partida uma grande apreensão realizada em março do ano passado, quando 1,5 tonelada de maconha foi interceptada na BR-386, em Montenegro, no Vale do Caí, durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Na ocasião, quatro homens foram presos em flagrante. Durante a ação, eles tentaram destruir aparelhos celulares para ocultar mensagens que detalhavam o funcionamento do esquema criminoso. Apesar da tentativa, os policiais conseguiram recuperar o conteúdo de um dos telefones, o que permitiu identificar a estrutura do grupo, rotas de transporte e conexões com facções criminosas.
A partir dessa apreensão, a Polícia Civil aprofundou as investigações, reunindo provas que culminaram na operação deflagrada nesta sexta-feira. As apurações seguem em andamento, e a polícia não descarta novas prisões.