Bloco Agrada Gregos faz Parada do Orgulho LGBT+ fora de época no Ibirapuera; veja vídeo

Com uma década de história, bloco é considerado pioneiro quando o tema é diversidade

14 fev 2026 - 14h30
(atualizado às 19h25)

Não faltaram foliões vestidos a caráter no Bloco Agrada Gregos, que na tarde deste sábado, 14, percorreu o circuito do Parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Sob sol forte, o cortejo funcionou como uma espécie de Parada do Orgulho LGBT+ fora de época para receber o carnaval 2026.

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Bloco Agrada Gregos é destaque da programação LGBTQIA+ de São Paulo; na foto, a cantora Traemme.
Bloco Agrada Gregos é destaque da programação LGBTQIA+ de São Paulo; na foto, a cantora Traemme.
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

"Viemos assim (com roupas em alusão à Grécia Antiga) justamente para combinar com o bloco, virou tradição", disse o criador de conteúdo Dante Greco, de 30 anos. Ao lado dele, estava a psicopedagoga Brenda Santos, também de 30 anos.

O criador de conteúdo Dante Greco e a psicopedagoga Brenda Santos, vestidos em homeagem ao nome do bloco.
Foto: Italo Lo Re/Estadão / Estadão

O Agrada Gregos, que neste ano foi às ruas em parceria com o TikTok, se concentrou às 13h no Obelisco do Ibirapuera. Apresentaram-se primeiro a cantora Taemme, que exaltou o espaço de mulheres trans na música, e Gretchen, com repertório que incluiu homenagens a artistas da região Norte, como Beto Barbosa e Joelma.

O ápice do bloco foi a partir das 16h, com apresentação de Gloria Groove, que estava comemorando dez anos de carriera. A cantora interpretou desde alguns de seus sucessos históricos, como Nosso Primeiro Beijo e Vermelho, a músicas de artistas como Preta Gil, que morreu ano passado. "Não tem como falar de carnaval sem lembrar dela", disse Gloria.

Após superar trecho estreito na frente da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), o cortejo fluiu melhor quando chegou nos arredores do Monumento às Bandeiras, perto da dispersão. Agentes da Guarda Civil Metropolitana auxiliaram nos cordões de contenção para o avanço do trio, festejado ao som de leques dos foliões.

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Show da cantora Gretchen começou por volta das 14h, não só com clássicos da carreira da artista, mas com músicas como “Adocica”, que agitou os foliões.
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

Com uma década de história, o Agrada Gregos é considerado pioneiro quando o tema é diversidade. Nas redes sociais, hoje eles se apresentam como "o maior bloco LGBTQIA+ do Brasil".

Público lota bloco Agrada Gregos no Parque do Ibirapuera.
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

A ousadia dos foliões Lucas Nogueira, 31, e Rafael Piccinini, 33, fez sucesso durante o Agrada Gregos. O casal se caracterizou como os protagonistas de As Branquelas, sucesso nos anos 2000. "Amamos o filme, assistimos quase todo ano", explica Lucas.

Os foliões Lucas Nogueira, 31, e Rafael Piccinini, 33, como os protagonistas do filme As Branquelas.
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

Além da criatividade dos foliões, o cortejo deste ano foi marcado por forte calor no Ibirapuera. Em ao menos dois momentos, Traemme e Gloria Groove interromperam rapidamente as apresentações para informar que estavam passando mal. De resto, o bloco fluiu sem grandes imprevistos.

Bloco desfila há cerca de uma década

Nas primeiras edições do bloco, realizadas a partir de 2016, a proposta era que os desfiles fossem como uma balada, com DJs. Com o passar do tempo, o bloco adotou banda ao vivo e ficou com uma identidade melhor definida, nos moldes de uma Parada do Orgulho LGBTI+ fora de época.

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Tradicionalmente, muitos foliões comparecem com os tradicionais leques, roupas cobertas de adereços e bandeiras com cores de bandeiras LGBT+ para dar as boas-vindas ao carnaval. Neste ano não foi diferente.

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