Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira, 27, suspeito de provocar a morte de Ravi Oliveira Dias, de 1 ano e 9 meses, ao soltar uma pipa com linha chilena em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ele vai responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
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A criança foi atingida no pescoço por uma linha chilena (linha com uma mistura de cola, óxido de alumínio e pó de quartzo, considerada até 4 vezes mais perigosa e cortante do que o cerol) e encaminhada para uma unidade de pronto atendimento, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Em seguida, o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia, e depois foi liberado aos familiares para o sepultamento.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Central Estadual do Plantão Digital, ratificou a prisão em flagrante do suspeito, que ficou à disposição da Justiça para as medidas legais cabíveis.
A PCMG também deslocou a perícia oficial ao local dos fatos, onde realizou a coleta do material utilizado pelo suspeito. As investigações prosseguem para a completa elucidação do caso.
Nas redes sociais, a irmã da criança lamentou a morte do irmão. "Eu não consigo imaginar nunca mais escutar sua voz, meu bebê", escreveu.
O diretor regional para as Vilas e Favelas de Belo Horizonte, Júlio Fessô, também comentou o caso em uma publicação nas redes sociais. "Hoje a nossa cidade amanhece mais triste. Recebemos com profunda dor a notícia da partida do pequeno Ravi, vítima de uma linha cortante. Uma tragédia que destrói sonhos, machuca uma família inteira e deixa um vazio impossível de explicar", afirmou.
Ele se solidarizou com a família, prestou condolências e acrescentou: "Além da tristeza, fica também um alerta urgente: cerol e linha chilena matam. O que muitos tratam como brincadeira pode tirar vidas em segundos. Que a memória do Ravi sirva como um pedido coletivo de mais responsabilidade, empatia e amor pela vida", disse, ao pedir maior conscientização da população.
O nome do suspeito não foi divulgado pela Polícia Civil, então o Terra não conseguiu localizar a sua defesa. O espaço permanece aberto para manifestações.