Amigas que tiravam fotos em ciclofaixa são investigadas após morte de ciclista; entenda

Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, morreu após cair da bicicleta ao se deparar com duas mulheres na ciclofaixa em Passo Fundo (RS)

10 jun 2026 - 11h58
(atualizado às 12h00)
Mulheres que tiravam fotos em ciclofaixa são investigadas após morte de ciclista
Mulheres que tiravam fotos em ciclofaixa são investigadas após morte de ciclista
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga a participação de duas mulheres na morte do ciclista Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, ocorrida na última quinta-feira, 4, em Passo Fundo. Elas passaram a ser alvo de um inquérito por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, após imagens indicarem que estavam paradas na ciclofaixa momentos antes do acidente.

O caso aconteceu na Avenida Brasil Oeste, no bairro Boqueirão. De acordo com a investigação, Cleocir trafegava pelo espaço exclusivo para bicicletas quando teria encontrado as duas mulheres utilizando o local para fazer fotos destinadas às redes sociais.

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Segundo a polícia, ao tentar evitar a colisão, o ciclista freou bruscamente, perdeu o equilíbrio e caiu na pista destinada aos veículos. Na sequência, ele foi atingido por um carro e não resistiu aos ferimentos.

A delegada Daniela Mineto, responsável pelo caso, afirmou que as imagens obtidas durante a investigação reforçaram a hipótese de que a presença das pedestres na ciclofaixa foi determinante para a dinâmica do acidente.

"Nós arrecadamos algumas imagens que mostram um pouco antes do acidente, onde as duas pedestres que estavam no local agem numa conduta onde entendemos que provavelmente tenham sido as responsáveis pela morte desse ciclista", declarou a delegada em entrevista à TV Globo.

"Essas mulheres agiram de forma totalmente inadequada em cima da ciclofaixa, causando então a queda desse ciclista.", completou.

As identidades das investigadas ainda não foram divulgadas. Segundo a Polícia Civil, elas são moradoras de Carazinho, município vizinho a Passo Fundo.

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Familiares de Cleocir afirmam que situações envolvendo pedestres na ciclovia eram frequentes e preocupavam o ciclista. O sobrinho da vítima, Rafael Iarchescki, contou que o tio costumava relatar episódios de risco durante seus trajetos.

"Um dia quase caiu, no outro quase atropelou. Era uma constante", afirmou.

Passo Fundo possui mais de 37 quilômetros de infraestrutura cicloviária distribuídos por avenidas e parques. Nos trechos mais recentes, há separação física entre o espaço dos ciclistas e o caminhódromo utilizado por pedestres. Já em áreas mais antigas, essa divisão nem sempre existe de forma clara, aumentando o risco de acidentes.

A prefeitura reforçou que, nas ciclofaixas exclusivas, a circulação de pedestres não é permitida.O inquérito segue em andamento e deverá analisar as imagens de câmeras de segurança, além de ouvir depoimentos e outros elementos que possam esclarecer a responsabilidade pelo acidente.

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