Algas cobrem a Represa Guarapiranga; Cetesb monitora situação

Imagens registradas nesta quinta-feira mostram grande concentração de plantas aquáticas; Cetesb associa fenômeno a altas temperaturas, enquanto Sabesp cita período de estiagem

3 set 2026 - 18h45
(atualizado às 23h51)
Resumo
A Represa Guarapiranga, em São Paulo, enfrenta uma extensa proliferação de algas associada ao fenômeno de eutrofização, intensificado pelo calor, estiagem e excesso de nutrientes, o que já dificulta a navegação local. A Cetesb realiza o monitoramento contínuo da qualidade da água, enquanto a Sabesp opera embarcações especializadas na remoção das plantas aquáticas pelo Programa Nossa Guarapiranga, visando reduzir os impactos negativos no sistema de captação e no abastecimento.

A Represa Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, apresenta extensa proliferação de algas, com manchas que ocupam parte da superfície da água, conforme imagens registradas nesta quinta-feira, 3.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que a presença de plantas aquáticas na represa está associada ao fenômeno da eutrofização, que pode ser intensificado por condições como altas temperaturas, chuvas e maior disponibilidade de nutrientes na água. A companhia disse que monitora regularmente a qualidade da água do reservatório e acompanha a situação.

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Em nota, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirmou que a presença de macrófitas nos mananciais é uma condição que tende a se intensificar em períodos de estiagem, quando a redução do volume de chuvas favorece a proliferação desses organismos.

Além disso, a pasta afirmou que desenvolve ações para reduzir os impactos no sistema de captação e tratamento de água desde 2011, por meio do Programa Nossa Guarapiranga.

Cetesb diz que fenômeno de eutrofização pode ser influenciado por altas temperaturas.
Cetesb diz que fenômeno de eutrofização pode ser influenciado por altas temperaturas.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

"Uma das frentes de atuação do programa é a remoção do excesso de macrófitas, por meio da operação de duas embarcações especializadas, dedicadas exclusivamente a essa atividade", disse.

Os registros mostram a concentração do material em um trecho que se estende das proximidades do Rodoanel Mário Covas até áreas das encostas da represa.

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Um morador já havia registrado o fenômeno em 20 de agosto e publicado nas redes sociais. O piloto de barco Augusto Bat chamou atenção para a dimensão do problema. "Olha a situação das algas aqui na represa do Guarapiranga, completamente tomada. Ela está indo lá para a Avenida Atlântica", disse.

Na sequência, Augusto afirmou que tentaria seguir sentido Rio Embu-Guaçu e relatou dificuldades para navegar na região. Segundo ele, a quantidade de algas tornava impossível circular pelo local.

Em outro vídeo, publicado no dia seguinte, Augusto mostrou um novo trecho da represa tomado pelas algas e destacou a expansão do fenômeno.

O Estadão procurou a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e aguarda retorno.

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