A Represa Guarapiranga, em São Paulo, enfrenta uma extensa proliferação de algas associada ao fenômeno de eutrofização, intensificado pelo calor, estiagem e excesso de nutrientes, o que já dificulta a navegação local. A Cetesb realiza o monitoramento contínuo da qualidade da água, enquanto a Sabesp opera embarcações especializadas na remoção das plantas aquáticas pelo Programa Nossa Guarapiranga, visando reduzir os impactos negativos no sistema de captação e no abastecimento.
A Represa Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, apresenta extensa proliferação de algas, com manchas que ocupam parte da superfície da água, conforme imagens registradas nesta quinta-feira, 3.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que a presença de plantas aquáticas na represa está associada ao fenômeno da eutrofização, que pode ser intensificado por condições como altas temperaturas, chuvas e maior disponibilidade de nutrientes na água. A companhia disse que monitora regularmente a qualidade da água do reservatório e acompanha a situação.
Em nota, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirmou que a presença de macrófitas nos mananciais é uma condição que tende a se intensificar em períodos de estiagem, quando a redução do volume de chuvas favorece a proliferação desses organismos.
Além disso, a pasta afirmou que desenvolve ações para reduzir os impactos no sistema de captação e tratamento de água desde 2011, por meio do Programa Nossa Guarapiranga.
"Uma das frentes de atuação do programa é a remoção do excesso de macrófitas, por meio da operação de duas embarcações especializadas, dedicadas exclusivamente a essa atividade", disse.
Os registros mostram a concentração do material em um trecho que se estende das proximidades do Rodoanel Mário Covas até áreas das encostas da represa.
Um morador já havia registrado o fenômeno em 20 de agosto e publicado nas redes sociais. O piloto de barco Augusto Bat chamou atenção para a dimensão do problema. "Olha a situação das algas aqui na represa do Guarapiranga, completamente tomada. Ela está indo lá para a Avenida Atlântica", disse.
Na sequência, Augusto afirmou que tentaria seguir sentido Rio Embu-Guaçu e relatou dificuldades para navegar na região. Segundo ele, a quantidade de algas tornava impossível circular pelo local.
Em outro vídeo, publicado no dia seguinte, Augusto mostrou um novo trecho da represa tomado pelas algas e destacou a expansão do fenômeno.
O Estadão procurou a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e aguarda retorno.