Cármen Lúcia defende maior representação feminina no STF: "É desejável que fôssemos as 11 mulheres, aí teria igualdade"

Ministra do Supremo Tribunal Federal participou de evento da BBC e destacou a necessidade de paridade de gênero nos órgãos de Estado

14 ago 2026 - 19h06
(atualizado às 19h17)
Cármen Lúcia, ministra do STF
Cármen Lúcia, ministra do STF
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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a ampliação da presença feminina na Corte durante o evento "BBC World Service: Trust is Earned". A magistrada afirmou que a representação adequada nos órgãos de Estado é necessária para refletir a composição da sociedade brasileira.

"É desejável que fôssemos as 11 mulheres, aí teria igualdade", declarou a ministra nesta sexta-feira, 14, ao ser questionada se sentia desconforto por ser a única mulher no tribunal.

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Segundo Cármen Lúcia, historicamente a Corte já foi composta por 11 homens, o que justificaria uma inversão para alcançar a paridade de gênero no Supremo Tribunal Federal.

Por que a paridade de gênero no STF é necessária?

A inclusão de mais mulheres permite uma compreensão de mundo que se completa com a dos homens, garantindo uma Justiça melhor. A ministra ressaltou que a população feminina é maioria no País e precisa estar representada.

"Não é possível que tenhamos órgãos de Estado que não contem com uma representação adequada", explicou a magistrada durante o evento.

Cármen Lúcia critica STF majoritariamente masculino: 'É desejável que fôssemos as 11 mulheres'
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Cármen Lúcia lembrou que, há 50 anos, havia pouquíssimas mulheres na faculdade de Direito, na advocacia e na magistratura, o que limitava a qualificação feminina para ocupar esses espaços de poder.

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Como a sociedade civil atua pela igualdade?

Movimentos sociais têm se mobilizado para cobrar a paridade de gênero em espaços de decisão. Cármen Lúcia citou um encontro recente do grupo Mulheres do Brasil como exemplo dessa articulação.

A iniciativa, liderada pela empresária Luiza Trajano, reuniu milhares de participantes com o objetivo de reivindicar a igualdade de representação na sociedade e no Estado.

"Do ponto de vista social e jurídico, claro que é muito mais confortável quando temos outras mulheres compartilhando essa visão, reforçando aquilo que estamos reivindicando", concluiu a ministra, citando que as mulheres representam quase 53% da população e do eleitorado brasileiro.

Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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