Brasil vê execução de Khamenei como 'inaceitável'

Celso Amorim destacou risco de conflito prolongado no Irã

2 mar 2026 - 08h31
(atualizado às 08h55)

O governo brasileiro considera que a execução do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, durante um ataque aéreo dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã no último sábado (28), é um fato "injustificável".

Brasil condenou morte de Khamenei por forças externas
Brasil condenou morte de Khamenei por forças externas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Acho que, obviamente, matar um líder de um país, à distância, é totalmente condenável, é inaceitável. Ninguém pode se arrogar em juízo do mundo", afirmou Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista ao jornal O Globo.

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Para o principal formulador da política externa do governo petista, a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel abre um conflito que pode ser de longo prazo.

"É algo duradouro, não sei exatamente que direção isso vai tomar, mas não será uma questão simples. Não será, digamos assim, exagerando um pouco, um passeio, como foi a invasão do Iraque, também condenável, mas foi fácil. Nesse caso, é condenável e é muito complexa", acrescentou o diplomata.

Segundo Amorim, o conflito no Oriente Médio "fragiliza as relações pacíficas entre as nações". O presidente Lula tem defendido a manutenção da paz na região e já manifestou preocupação com a possibilidade de uma escalada envolvendo o Irã.

O mandatário brasileiro falou sobre o assunto na terça-feira passada (24), durante encontro com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, em Abu Dhabi. A capital emiradense foi atingida por mísseis iranianos no último fim de semana. 

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