Brasil registra 64 acidentes aéreos e 17 mortes até abril de 2026, aponta FAB

Acidente em Belo Horizonte deixou ao menos três mortos nesta segunda-feira, 4

4 mai 2026 - 20h21
Destroços do avião no estacionamento do edifício em que bateu em BH.
Destroços do avião no estacionamento do edifício em que bateu em BH.
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Dezessete pessoas morreram em 64 acidentes aéreos registrados entre janeiro e abril de 2026, segundo dados da Força Aérea Brasileira (FAB). Desse total, dez ocorrências tiveram vítimas fatais. Os números são do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Nesta segunda-feira, 4, um avião de pequeno porte bateu em um prédio residencial em Belo Horizonte e deixou ao menos três mortos.

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O número de acidentes registrados nos quatro primeiros meses deste ano é semelhante ao do mesmo período de 2025, quando houve 66 ocorrências. Na época, foram contabilizadas 24 mortes em 17 acidentes fatais.

Ao longo de 2025, o País registrou 153 acidentes aéreos, sendo 38 deles com vítimas fatais. Ao todo, 62 pessoas morreram naquele ano.

Desde o início da série histórica do Cenipa, em 2016, o Brasil contabilizou 1.605 acidentes aéreos e 779 mortes.

O ano com maior número de vítimas foi 2024, quando 152 pessoas morreram em acidentes aéreos. Naquele ano, a queda de um avião da Voepass em Vinhedo matou 62 pessoas. O período também registrou o maior número de ocorrências da série histórica: 175.

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Série histórica de acidentes aéreos e fatalidades.
Foto: Reprodução/Painel Sipaer/FAB
Série histórica de acidentes aéreos no Brasil.
Foto: Reprodução/Painel Sipaer/FAB

Entre os tipos de ocorrência mais registrados, os casos de falha ou mau funcionamento de sistemas e componentes lideram, com 355 registros. Em seguida aparecem excursão de pista, com 307 ocorrências, e perda de controle em voo, com 305. Também estão entre os casos mais frequentes operação em baixa altitude, com 149 registros, e perda de controle no solo, com 144.

Os dados também apontam os principais fatores contribuintes para os acidentes. O mais recorrente é julgamento de pilotagem, citado em 473 casos. Na sequência aparecem aplicação de comandos (337), atitude (264), processo decisório (257), planejamento de voo (248), supervisão gerencial (201) e manutenção da aeronave (194).

Em relação à fase do voo, a maior parte dos acidentes ocorre durante a decolagem, com 323 registros. Cruzeiro aparece em seguida, com 275 casos, seguido por pouso (264), manobra (222), corrida após o pouso (102) e aproximação final (76).

São Paulo lidera entre os estados com maior número de acidentes na série histórica, com 285 ocorrências. Mato Grosso aparece na sequência, com 196 casos, seguido por Rio Grande do Sul (142), Minas Gerais (134), Pará (133), Paraná (106) e Goiás (97).

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Estados com maior número de acidentes.
Foto: Reprodução/Painel Sipaer/FAB
Causas de acidentes mais comuns.
Foto: Reprodução/Painel Sipaer/FAB
Tipos de acidentes mais comuns.
Foto: Reprodução/Painel Sipaer/FAB

Acidente desta segunda

Um avião de pequeno porte bateu em um prédio residencial em Belo Horizonte e deixou ao menos três pessoas mortas nesta segunda-feira, 4.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, citado pela imprensa local, outras três pessoas ficaram feridas em estado grave.

O acidente aconteceu na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, na região nordeste da capital mineira. Três viaturas foram acionadas e chegaram ao local por volta das 12h25.

Um vídeo gravado pela equipe da TV Globo mostra o momento em que a aeronave perde altitude segundos antes de atingir o edifício de três andares e cair no estacionamento do prédio.

O piloto da aeronave, que havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16 com outros quatro ocupantes, relatou problemas técnicos à torre de controle. Ele foi encontrado desacordado entre as ferragens e não resistiu aos ferimentos. Posteriormente, os bombeiros também confirmaram a morte do copiloto.

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Os demais ocupantes foram socorridos em estado grave.

Fonte: Portal Terra
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