Sobe o número de mortos da queda de avião em BH
Saiba quem são as vítimas do acidente aéreo em Minas Gerais e entenda as irregularidades apontadas no registro da aeronave
O empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, morreu nesta segunda-feira (04), após não resistir aos graves ferimentos causados pela queda de um avião monomotor em Belo Horizonte. A aeronave atingiu um prédio residencial na capital mineira, gerando uma grande mobilização das equipes de resgate. Segundo o g1, a confirmação do falecimento foi feita oficialmente pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Leonardo estava internado em estado crítico desde o momento do acidente, mas o quadro clínico evoluiu negativamente. Este acidente agora soma mais uma perda fatal ao trágico evento ocorrido na região da Pampulha.
Além do empresário, o seu filho, Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, também estava a bordo no momento da colisão. Ele foi socorrido e levado em estado grave para o Hospital João XXIII, onde permanece sob cuidados intensivos. No mesmo hospital encontra-se Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos, que também era um dos ocupantes do monomotor. O cenário no local da queda foi devastador. O piloto Wellington Oliveira, de 34 anos, e Fernando Moreira Souto, de 36 anos, que era filho do prefeito da cidade de Jequitinhonha, morreram imediatamente após o impacto com o edifício.
A aeronave havia iniciado sua jornada em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, transportando inicialmente seis pessoas. Ao realizar uma parada estratégica no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, dois passageiros desembarcaram e Hemerson embarcou no grupo. Pouco tempo depois, o avião decolou novamente com cinco ocupantes tendo como destino final o estado de São Paulo. De acordo com informações apuradas, o grupo era sócio da empresa Uaitag, uma organização que atua no setor de tecnologia e cartões de identificação.
Momentos antes da queda no estacionamento do prédio residencial, o piloto chegou a reportar dificuldades técnicas à torre de controle durante a fase de decolagem. Registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o avião é um modelo EMB-721C, fabricado no ano de 1979. Conhecido popularmente como "Sertanejo", o modelo tem capacidade para até cinco passageiros e um peso máximo de decolagem de 1.633 quilos. Um detalhe crucial revelado pela Anac é que a aeronave não possuía autorização para operar como táxi aéreo. Isso significa que ela não poderia ser utilizada para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento, operando de forma irregular para esse fim.
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