Boato entre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida é o 3º mais viral do ano

Às vésperas das eleições, caso teve quase 1 milhão de menções nas redes

27 set 2026 - 13h59
(atualizado às 14h31)
Resumo
Um boato ligando Flávio Bolsonaro à perda do título de padroeira do Brasil por Nossa Senhora Aparecida tornou-se o terceiro tema político mais viral do ano, somando quase 1 milhão de posts em três dias, segundo o Instituto Democracia em Xeque. O rumor surgiu após um comentário na GloboNews sobre um projeto antigo e arquivado. O senador desmentiu a informação e acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral contra 29 perfis por espalharem fake news, pedindo inclusive a prisão de um assessor do governo Lula.

O boato envolvendo o senador e candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil obteve a terceira maior repercussão política do ano nas redes sociais, às vésperas do primeiro turno eleitoral, marcado para 4 de outubro.

Flávio Bolsonaro desmentiu boato sobre Nossa Senhora Aparecida ainda na quinta-feira
Flávio Bolsonaro desmentiu boato sobre Nossa Senhora Aparecida ainda na quinta-feira
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O levantamento, feito pelo Instituto Democracia em Xeque (IDX) e divulgado no sábado (26), constatou quase 1 milhão de publicações nas plataformas digitais sobre o caso em apenas três dias.

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A pesquisa registrou 977,6 mil publicações em 55 horas, que renderam 8,5 milhões de interações, com pico de 38,3 mil menções em uma hora.

O caso, que ficou atrás de "Mendonça x Moraes" e "Quebra de sigilo Dark Horse" no comparativo de 12 meses, teve início na noite de quinta-feira (24), quando Maria Cristina Fernandes, jornalista do programa "Em Pauta", da Globonews, relatou uma reação de setores da Igreja Católica a uma articulação de grupos evangélicos relacionada à retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida a partir de um projeto de lei.

A associação com Flávio Bolsonaro ganhou força nas redes logo após a declaração da jornalista, espalhando-se o boato de que, se eleito, o candidato declararia o Brasil como pertencente a Jesus Cristo.

Horas depois, a GloboNews corrigiu a referência ao projeto, esclarecendo que se tratava do PL 2.623/2007, de Victório Galli, arquivado em 2008, que sugeria substituir a expressão "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos".

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Além de desmentir a informação ainda na quinta-feira, Flávio também pediu a seus advogados que apresentassem uma denúncia à Procuradoria-Geral Eleitoral, solicitando a investigação de 29 pessoas responsáveis pelos perfis que disseminaram a fake news.

Entre os nomes citados estão várias figuras próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como Rogério Correia, vice-líder do governo na Câmara dos Deputados.

A notícia-crime protocolada pela equipe do senador também pediu a prisão preventiva e a expedição de um mandado de busca e apreensão contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Segundo a defesa de Flávio, Marques teria orientado usuários nas redes sociais a ignorar a retratação da imprensa sobre a difusão da notícia falsa. 

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