Azul é processada após denúncias de assédio moral a funcionários, e MPT pede indenização milionária

As acusações são referentes a práticas que teriam acontecido no setor fiscal e tributário da empresa

27 out 2026 - 22h55
Azul é processada por assédio moral contra funcionários
Azul é processada por assédio moral contra funcionários
Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação civil pública contra a companhia aérea Azul, alvo de denúncias de assédio moral a funcionários do setor fiscal e tributário, localizado na sede da empresa em Barueri, município da região metropolitana de São Paulo.

No processo, o MPT pede o pagamento de uma indenização de R$ 3 milhões por danos morais coletivos e a adoção por parte da empresa de medidas de prevenção e combate a violações da saúde mental dos trabalhadores.

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A ação tem como base um inquérito civil instaurado em 2024 para investigar denúncias de cobranças excessivas, pressão psicológica, jornadas prolongadas de trabalho e acionamento dos empregados fora do expediente, inclusive durante períodos de férias e de afastamento médico.

As denúncias investigadas são de dezembro de 2021 a setembro de 2022, período em que foram feitas diversas denúncias internas referentes ao setor fiscal e tributário da Azul. Após isso, novas denúncias foram registradas nos anos de 2023 e 2024.

Durante a investigação, foram analisados documentos internos da empresa de aviação, registros de comunicação corporativa e também foram colhidos depoimentos de empregados e ex-funcionários da Azul.

Com isso, o MPT constatou que havia no setor em questão cobranças excessivas, práticas vexatórias com os funcionários e outras ações que contribuíram para o adoecimento mental de empregados.

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"Entre as práticas apuradas estão cobranças de trabalho à noite, de madrugada e nos fins de semana, com exigência de resposta imediata; metas inalcançáveis e prazos impossíveis, cobrados sem interrupção; insinuações de incompetência diante dos colegas e episódios de gritos e humilhação; exclusão de reuniões como forma de punição; gestos de desprezo, como ignorar o empregado ou ficar dias sem lhe dirigir a palavra; interferência na vida pessoal, com cobranças durante internação hospitalar e horário de aula; demissão de quem denunciava, questionava ou adoecia; e ordem para trabalhar "off-line" nos fins de semana, de modo que a empresa não registrasse as horas”, afirmou o procurador do Trabalho Gustavo Tenório Accioly.

O Terra procurou a Azul e não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Fonte: Portal Terra
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