Apoio de Trump a Flávio beneficiaria mais Lula que senador, aponta Genial/Quaest

Apoio de Trump a Flávio aumentaria as chances de ‌voto em Lula

13 mar 2026 - 15h53
(atualizado às 16h21)
Presidente dos EUA Donald Trump na Casa Branca
Presidente dos EUA Donald Trump na Casa Branca
Foto: Reuters

Um eventual apoio do ‌presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial de outubro beneficiaria mais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 13.

O levantamento da Quaest, encomendado pela Genial Investimentos, ⁠mostrou que um apoio de Trump a Flávio aumentaria as chances de ‌voto em Lula para 32% dos entrevistados, ao passo que 28% afirmaram que o apoio do presidente dos EUA aumentaria as chances ‌de votarem no senador.

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Ainda, 19% declararam que ‌o apoio de Trump ao primogênito de Bolsonaro aumentaria a chance ⁠de voto em um nome que não seja nem Lula nem Flávio e 14% disseram que o apoio do líder norte-americano não faria diferença em sua decisão de voto.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os eleitores que ‌se declaram independentes, 19% afirmaram que o apoio de Trump a Flávio ‌aumentaria as chances de ⁠voto em Lula, ⁠16% disseram que elevaria as chances de votar no senador, 33% responderam que ⁠aumentaria as chances de votar em ‌um terceiro nome e ‌22% que não faria diferença.

A pesquisa apontou ainda que 48% têm opinião desfavorável aos Estados Unidos, percentual que se manteve em relação à pesquisa anterior em agosto do ano passado, enquanto a opinião ⁠favorável aos EUA caiu para 38%, ante 44% em agosto.

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No último dia de fevereiro os Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de bombardeios contra o Irã, alegando ter como objetivo impedir a República Islâmica de obter uma arma nuclear, ‌algo que Teerã nega buscar. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um desses ataques.

Em reação, o Irã disparou ⁠mísseis contra Israel e fechou o Estreito de Ormuz, via de navegação por onde passa 20% do comércio mundial de petróleo. O Irã também atacou bases dos EUA no Oriente Médio, assim como a infraestrutura petrolífera de países vizinhos, levando o barril de petróleo a superar US$100 nos mercados internacionais.

Em janeiro, forças dos EUA também capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, levando-o juntamente com sua esposa para os Estados Unidos para ser julgado por acusações de narcotráfico.

Tanto o Irã quanto a Venezuela têm grandes reservas de petróleo e a República Islâmica também é uma produtora relevante da commodity.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março.

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