Air India torna obrigatório teste antidrogas para todos os pilotos após incidente em voo

Companhia ampliou a fiscalização após um comandante ser apontado pela imprensa local como suposto usuário de cannabis; investigação sobre incidente ainda está em andamento

13 ago 2026 - 13h58

Os pilotos da Air India passarão por testes antidrogas obrigatórios a partir desta quinta-feira (13). A decisão foi comunicada internamente pela companhia após um incidente considerado grave durante um voo e informações divulgadas pela imprensa indiana de que o comandante envolvido teria apresentado resultado positivo para cannabis.

Air India torna obrigatório teste antidrogas para todos os pilotos após incidente em voo
Air India torna obrigatório teste antidrogas para todos os pilotos após incidente em voo
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Perfil Brasil

Até então, as regras de aviação da Índia determinavam que as companhias aéreas submetessem, todos os anos, pelo menos 10% dos integrantes das tripulações, escolhidos de forma aleatória, a exames para identificar o consumo de substâncias psicoativas. Agora, a Air India decidiu ampliar a fiscalização para todos os pilotos do grupo.

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"Decidimos submeter todos os pilotos do grupo a um exame completo destinado a detectar qualquer substância ou medicamento não autorizado pelas normas vigentes", afirma a nota interna.

O documento acrescenta que os exames são obrigatórios e começam nesta quinta-feira.

Incidente durante voo da Air India

A decisão ocorre poucos dias depois de um incidente registrado em 4 de agosto, durante um voo da Air India que seguia de Phuket, na Tailândia, para Nova Délhi. Um Airbus A320 perdeu aproximadamente 300 pés (91 metros) de altitude pouco depois da decolagem. A forte turbulência deixou 24 passageiros feridos. Segundo veículos da imprensa local, o comandante teria consumido cannabis e apresentado resultado positivo em um segundo teste. A informação, porém, não foi confirmada oficialmente pelas autoridades responsáveis pela investigação.

As autoridades indianas ainda não confirmaram a informação sobre o teste antidrogas do comandante. O caso está sendo investigado para determinar as circunstâncias do incidente e identificar possíveis fatores que tenham contribuído para a perda repentina de altitude.

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A ocorrência foi classificada como "grave" e conta com a participação da Airbus e do Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil da França (BEA).

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