Ácido hialurônico reduz osteoartrite no ombro e cotovelo

Médicos especialistas do Centro Médico Alto de Pinheiros explicam como o procedimento, indicado em casos de dor persistente, pode contribuir para a redução do atrito articular e ganho de mobilidade

19 jan 2026 - 13h26
(atualizado às 15h02)

A infiltração com ácido hialurônico tem se consolidado como uma alternativa terapêutica relevante para pacientes com afecções do ombro e do cotovelo. O procedimento, que já é utilizado em articulações como joelhos e quadris, vem ganhando espaço em regiões que apresentam alta incidência de lesões degenerativas e inflamatórias, especialmente entre pessoas com dor crônica e limitação funcional.

Foto: Imagem de peoplecreations no Freepik / DINO

Um estudo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, publicado na revista científica The Lancet Rheumatology, estima que cerca de 1 bilhão de pessoas sofrerá com osteoartrite em 2050. O dado reforça a necessidade de abordagens terapêuticas que possam reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida, adiando ou evitando procedimentos cirúrgicos.

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De acordo com os médicos ortopedistas Dr. José Garotti e Dr. Guilherme Vieira, do Centro Médico Alto de Pinheiros, as infiltrações com ácido hialurônico demonstram maior eficácia clínica em casos de osteoartrite leve a moderada, tendinopatias com comprometimento da bursa, sinovites e lesões degenerativas associadas à dor persistente mesmo após tratamento conservador. No cotovelo, também há benefício em epicondilites resistentes.

O mecanismo de ação do ácido hialurônico é descrito como multifatorial. Ele atua restaurando a viscoelasticidade do líquido sinovial, reduzindo o atrito articular e promovendo efeito anti-inflamatório local. "A substância modula citocinas inflamatórias, como a interleucina-1, e inibe a ação de metaloproteinases. Além disso, interage com receptores CD44, contribuindo para alívio da dor, proteção condral e melhora da mobilidade", detalha o Dr. José Garotti.

O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial, com o paciente em posição adequada e utilizando agulha fina sob rigorosa assepsia. Segundo o Dr. Guilherme Vieira, o uso de ultrassonografia não é obrigatório, mas é altamente recomendado. "A ultrassonografia aumenta a precisão, reduz falhas técnicas e evita estruturas vasculonervosas, principalmente em articulações como o ombro", afirma.

O médico ressalta que o tempo médio de recuperação após a infiltração varia de 48 a 72 horas. Nesse período, recomenda-se restrição de esforço local, aplicação de gelo e uso de analgesia oral leve. "As atividades físicas intensas devem ser suspensas nos primeiros dias. Atividades leves e de baixo impacto podem ser retomadas após esse período, conforme a resposta clínica do paciente", orienta.

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O Dr. José Garotti ressalta que as contraindicações ao uso de ácido hialurônico incluem infecção ativa no local, febre, hipersensibilidade ao produto e doenças autoimunes graves. Há também contraindicações relativas, como distúrbios de coagulação e uso de anticoagulantes, que exigem avaliação individualizada. "O médico deve realizar anamnese, exame físico e, quando necessário, exames de imagem para garantir segurança na aplicação", destaca.

Para ele, a infiltração não deve ser vista como tratamento isolado, mas como parte de uma abordagem multimodal. "A integração com fisioterapia é considerada fundamental para ganho de força, correção de desequilíbrios musculares e reeducação postural. Já a reabilitação deve focar na função e na prevenção de recidivas, com exercícios orientados de acordo com a melhora dos sintomas", afirma.

O Dr. Guilherme Vieira reforça que o perfil de pacientes que mais se beneficia do procedimento inclui pessoas ativas, atletas e idosos com dor persistente que não obtiveram resposta satisfatória com medidas conservadoras.

"A infiltração com ácido hialurônico apresenta perfil de segurança elevado e pode adiar ou evitar procedimentos cirúrgicos em muitos casos. Quando usada com ultrassom e integrada a um plano de reabilitação, torna-se uma ferramenta terapêutica poderosa", conclui.

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