O empresário Lirio Parisotto, acusado de agredir Luiza Brunet em Nova York (EUA), foi condenado nesta semana pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 150 mil à ex-modelo por danos morais.
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Segundo informações do processo, ao qual o Terra teve acesso, a defesa do empresário tentou alegar que Luiza Brunet foi quem gerou danos à sua imagem por "engajar-se no ativismo contra a violência de gênero".
Na decisão, o juiz rejeitou o pedido de indenização por danos materiais, pois a defesa de Luiza não conseguiu comprovar que a modelo perdeu trabalhos por causa da agressão. Entretanto, a autoridade reconheceu a gravidade da violência sofrida pela modelo, que teve quatro costelas fraturadas, além de hematomas no corpo e no rosto.
O juiz, então, concedeu indenização por danos morais e enfatizou que o valor deverá ser submetido a atualização, correção monetária e acréscimo de juros, considerando a data da agressão, 22 de maio de 2016.
A sentença foi assinada em 8 de outubro de 2026, pela 36ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.
Relembre
Em maio de 2016, Luiza Brunet viajou com o então namorado, o empresário Lirio Parisotto, para Nova York (EUA). Lá, ela foi agredida por ele e sofreu uma série de lesões. Em entrevistas, ela falou que voltou da viagem decidida a tomar uma atitude contra o companheiro.
"Aquilo, para mim, foi uma espécie de explosão atômica. Eu disse: 'Não, chega!'. Acho bonito falar que somos fênix, mas precisamos ter coragem. A gente precisa se posicionar na vida, não dá para ficar em cima do muro sempre", falou Luiza Brunet, em 2022, ao Terra.