A jornalista Karine Alves, de 43 anos, é uma das mais de 150 profissionais que irão cobrir a Copa do Mundo 2026 pela Globo. Em entrevista ao Terra, ela revelou que, apesar de o evento esportivo começar apenas em junho, já está respirando Seleção Brasileira há um bom tempo. "A preparação passa pelo físico, a gente precisa também ter resistência, cuidar da alimentação e, claro, muito estudo", comentou ela.
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Prestes a cobrir sua quarta Copa do Mundo, ela reflete que, além de seu progresso como profissional, consegue notar uma maior presença feminina com o passar dos anos. "O número de mulheres tem aumentado bastante nessas últimas coberturas, e isso dá aquele quentinho no coração de: 'Sim, estamos ocupando um lugar que também é nosso'. Porque é um trabalho de formiguinha, não é fácil."
"Ainda queremos mais. Acho que, quando a gente fala de gênero, já é um caminho complicado. Quando a gente cruza gênero e raça, aí a coisa é um pouco mais difícil ainda... Porque, infelizmente, há poucas jornalistas negras atuando no jornalismo esportivo, mas a gente está aqui para isso. Para que outras cheguem, se inspirem e tenham coragem de encarar esse caminho, que não é fácil, mas é gratificante."
"O meu propósito de vida é abrir caminho para outras mulheres. Quanto mais, melhor".
'Futuro de Marta no futebol'
E, se por um lado, um dos nomes mais comentados da Copa do Mundo 2026 é Neymar Jr. e a expectativa por sua convocação, por outro, Karine levanta a bola das mulheres. Em 2027, será a vez do futebol feminino no campeonato mundial, e a jogadora Marta é, de longe, uma incógnita na Seleção Brasileira.
Ao avaliar o cenário, Karine se divide: como espectadora e torcedora, amaria ver a atleta mais uma vez em campo. Entretanto, pondera que também pode ser o momento de ver novos talentos ascendendo.
"Ela é muito experiente, gente. Então, lugar para a Marta [na Seleção] sempre vai ter. Mesmo que não seja dentro de campo, que seja na liderança, que seja junto com as meninas. De alguma forma, com a Marta presente ali, já vai fazer diferença para a Seleção Brasileira. Eu espero que a gente venha a ver a Marta envolvida com esse Mundial, como a gente já viu ela jogando outras vezes, nos trazendo alegrias. Eu espero realmente que a gente tenha a Marta."
"Mas, ao mesmo tempo, eu também acho que é o momento de dar espaço para as outras meninas que estão brilhando, para a nova geração que está se consolidando. É importante o Brasil conhecer essas mulheres. E, quando a gente fala de futebol feminino, vêm Formiga, vem Marta, né? Então, elas fizeram um trabalho muito bem-feito, abriram todos os portais. As outras ainda estão também abrindo portas. Só que, ao mesmo tempo, trabalhando a consolidação, vivenciando esse momento novo do futebol feminino."