Vera Fischer revela que trocou os homens pelo autoprazer: 'Minha imaginação é muito fértil'

Atriz também falou sobre como 'lutou' contra assédio no auge da carreira, em uma época mais hostil

15 mai 2026 - 11h25
Vera Fischer, atriz e modelo, para ensaio fotográfico
Vera Fischer, atriz e modelo, para ensaio fotográfico
Foto: Reprodução Instagram | 📸 Priscila Nicheli

A atriz Vera Fischer, de 74 anos, revelou que atualmente prefere se dedicar ao autoprazer do que aos homens. A declaração foi concedida em uma entrevista à revista Marie Claire, veiculada na quinta-feira, 14.

"Eu já namorei muito, casei duas vezes, tive dois filhos, namorei depois dos casamentos. Chega uma certa hora em que a solitude ajuda. E tem o seguinte: ninguém conhece nosso corpo melhor do que nós mesmas. Por que não podemos falar abertamente sobre masturbação? Podemos, sim!", iniciou ela.

Publicidade

"É uma coisa que me dá muito prazer. Minha imaginação é muito fértil, imagino milhares de coisas para ficar excitada. E penso coisas que... Ah, os homens vão pirar se eu falar isso porque... Ah, não, não posso falar, mas eu tenho ideias muito loucas", complementou a atriz, conhecida por atuar em projetos da Globo.

Questionada sobre sua vida romântica, ela afirmou que atualmente prefere coisas mais casuais a relacionamentos. "Às vezes, quando estou em um restaurante, gosto de flertar. Teve um dia, em São Paulo, em que vi um rapaz mais jovem me olhando. Pensei: 'Pronto, vem pedir autógrafo'. Não. Ele ficou me olhando, e eu olhando para ele. Era uma paquera! É gostoso paquerar assim, fica uma coisa meio na imaginação."

'As pessoas achavam que eu merecia o assédio'

Vera Fischer sendo coroada após vencero Miss Brasil
Foto: Arquivo pessoal

Além de sua extensa carreira como atriz, Vera Fischer também fez sucesso no ramo da moda. Ela venceu o concurso Miss Brasil (1969), trabalhou como modelo comercial e de passarela, o que a tornou um grande símbolo de sensualidade de sua época. Hoje, ela enxerga tudo isso com orgulho, mas enfatiza que gostaria também de ser conhecida por seu intelecto, e não apenas por sua beleza.

"Eu queria ser intelectual, mas precisava trabalhar. Hoje isso me dá orgulho. Nos anos 1970, durante a ditadura militar, fazer pornochanchada era uma forma que os diretores encontravam de aliviar e driblar a censura, mostrando um seio para esconder uma mensagem política sutil de fundo. Entender isso hoje me dá orgulho das escolhas daquela época. Nudez nunca foi problema, meus pais andavam nus em casa com total liberdade", comentou.

Atriz e modelo de sucesso em uma época mais hostil para as mulheres, ela encarou o assédio de frente.

Publicidade

"As mulheres eram muito assediadas, de forma brutal. Para não perder meu emprego, meu lado criativo inventava formas de despistar essas pessoas para continuar no trabalho, mas isso dá uma sensação muito ruim, de se sentir um objeto. Quando houve o movimento Me Too, as mulheres começaram a falar e se juntar. Na minha época, as pessoas até achavam que eu merecia o assédio, pensando que, por ser muito bonita, eu não podia ser boa atriz e deixava fazer o que quisessem comigo", lembrou ela.

Vera Fischer posa para ensaio com coroa de concurso
Foto: Arquivo pessoal

Vera Fischer, inclusive, relembrou algumas retaliações que sofreu por não ceder ao assédio na época.

"Eu sabia que as pessoas queriam dominar minha vida pessoal e meu trabalho, me ameaçando e dizendo que eu não trabalharia se não obedecesse. Eu não cedia, e teve um caso em que fui despedida por um diretor que inventou que eu não decorava o texto e chegava atrasada. Eu tinha 30 anos e sempre decorei tudo, mas a pessoa queria que eu pedisse desculpas ou iria para a rua. Eu não pedi, a emissora me demitiu, mas meu marido, o Perry Salles, me disse: 'Você saiu de lá, agora vamos fazer teatro'."

Fonte: Portal Terra
Fique por dentro das principais notícias de Entretenimento
Ativar notificações