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Compraram um carro elétrico e agora querem voltar ao diesel: os motivos por trás do "efeito retorno"

Tarifas de recarga, revenda incerta e carregadores com defeito: os motivos que mais pesam na decisão.

5 nov 2026 - 11h38
Resumo
Apesar da alta nas vendas de carros elétricos, o "efeito retorno" revela que 29% dos donos no mundo cogitam voltar a veículos a combustão, com destaque para a Austrália (49%) e EUA (46%). Na Europa, o índice é de 19%, enquanto a maioria (70%) descarta a mudança. A decisão é impulsionada por fatores econômicos, como os custos elevados para carregar a bateria em pontos públicos e na estrada, além da expressiva desvalorização dos seminovos e usados no mercado atual.
Carro Eletrico
Carro Eletrico
Foto: Motorpasión / Xataka

As vendas de carros elétricos continuam crescendo na Europa. Os modelos movidos a bateria já representam 27% dos emplacamentos no continente. No entanto, os números brutos de vendas não revelam quantos desses motoristas comprariam outro veículo elétrico — ou se desistiriam da tecnologia.

É aí que surge o chamado "efeito retorno". De acordo com um estudo da consultoria McKinsey & Company, 19% dos proprietários de um elétrico na Europa afirmam que é provável que seu próximo automóvel volte a ser movido a gasolina ou diesel.

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Por que eles hesitam ou pretendem voltar ao motor a combustão

A média global de motoristas dispostos a retornar a um veículo com motor a combustão interna chega a 29%, com Austrália (49%) e Estados Unidos (46%) liderando a lista. Na contramão, o índice cai para 18% na França e 15% na Itália. Além disso, 7 em cada 10 donos de modelos 100% elétricos na Europa garantem que não voltariam a ter um carro a combustão.

Os motivos de quem hesita não são ideológicos. O primeiro deles, como de costume, é puramente financeiro. Recarregar a bateria em casa continua valendo muito a pena, mas quem depende da rede pública encontra tarifas cada vez mais salgadas, principalmente nas rodovias.

Porcentagem de proprietários de carros elétricos que voltariam a comprar veículos a gasolina, detalhada pelos principais mercados globais. A média mundial fica em 29%. Fonte: McKinsey & Company.

Soma-se a isso a desvalorização do veículo. O mercado de elétricos seminovos e usados ainda...

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