Com o lançamento adiado para dezembro deste ano, Rayman Legends Retold terá um árduo desafio para se destacar, principalmente depois de um período bastante abarrotado com outros grandes jogos. De certa forma, até faz sentido o adiamento, já que o jogo chegará após esses grandes lançamentos e poderá encontrar um cenário um pouco diferente.
Ao mesmo tempo, quando olhamos para o repertório do próprio Rayman Legends, fica aquela dúvida sobre como essa nova versão vai se sair. Afinal, estamos falando de um dos melhores jogos de plataforma da última década e, depois de todo esse tempo desde seu lançamento original, resta saber se o jogo da Ubisoft ainda tem aquele fogo necessário para chamar a atenção que merece.
Tratando-se do meu segundo teste do jogo, dessa vez com fases mais avançadas e um visual mais polido em comparação com a última vez que joguei, também pude conferir a dublagem brasileira, que está excelente nesse primeiro contato. O título conta ainda com dubladores conhecidos, como Guilherme Briggs, o que torna essa novidade ainda mais interessante. Com isso, deu para perceber como as fases mais avançadas mantiveram a dificuldade que tinham no passado, enquanto as novas parecem que sempre fizeram parte de Rayman Legends.
Um dos capítulos que pude jogar foi a Planície Mística, aquele mundo temático em que a maioria das fases possui referências ao Dia de los Muertos. Foi possível jogar o mundo inteiro, incluindo uma nova fase musical que toca Macarena, além da clássica que traz uma versão remixada de Eye of the Tiger.
As fases continuam atemporais e, mais uma vez, o remake me impressionou pela forma como conseguiu ser fiel ao original em praticamente tudo. Ao mesmo tempo, as novas fases, como as que envolvem um dragão, passam a sensação de que sempre fizeram parte do jogo.
O outro mundo em questão, conhecido como Concha de Ferro, é onde encontramos algumas das fases mais diferentes quando olhamos para o Rayman Legends original. Nele, passamos por um mundo debaixo d'água e temos sessões de stealth em muitas das fases. Não foi possível jogar até o final desse mundo, mas deu para notar que a dificuldade que ele tinha antes continua intacta no remake.
Como grande novidade, tanto na parte de fases novas quanto na história, pude jogar o mundo conhecido como Terra dos Mortos Nocivos. O local é bastante melancólico e foge do tom mais animado das outras fases, além de trazer um desdobramento maior do foco narrativo e ser o lugar onde o vilão habita. As fases possuem mecânicas que não estavam presentes no título original, como o uso de um dom que Betilla nos oferece, permitindo utilizar a luz para criar estruturas e atravessar locais com espinhos. Além disso, as fases em questão têm uma dificuldade bem acima das que já estavam disponíveis, fazendo jus a toda a aparência que o local apresenta.
Meu saldo com o remake, desde o primeiro teste já era bastante positivo, mas agora, com essa outra sessão, tudo que eu já esperava dele parece que vai ser ainda melhor quando o lançamento chegar. É uma pena que ele tenha sido adiado por dois meses, principalmente pela qualidade que já estava presente durante o teste.
Além do próprio Rayman Legends Retold, também foi possível jogar o remaster de Origins, mas ele não tem muito o que falar, já que é praticamente a mesma versão, com algumas melhorias de qualidade de vida e resolução mais alta. Ainda assim, é impossível não destacar como ele envelheceu muito bem. As fases do primeiro capítulo que pude jogar continuam muito divertidas até hoje e, por vir como pré-venda de Retold, acabam formando um pacote bastante completo, principalmente para quem nunca jogou nenhum dos dois.
Rayman Legends Retold chega em 3 de dezembro para PC, PlayStation 5, Switch 2 e Xbox Series.