City Hunter retorna em nova versão recheada de conteúdos extras

Jogo pouco conhecido do anime clássico ganhou recentemente uma nova versão para PC e consoles

18 mar 2026 - 15h50
City Hunter retorna em nova versão recheada de conteúdos extras
City Hunter retorna em nova versão recheada de conteúdos extras
Foto: Reprodução / Sunsoft

Lançado em 1985, City Hunter, obra do mangaká Tsukasa Hojo, é desde então um grande sucesso multimídia. Além do mangá e da série animada bastante populares em vários países, City Hunter também ficou muito conhecido graças a um filme estrelado por Jackie Chan em 1993 - cuja cena em que Chan faz uma paródia de Street Fighter vestido de Chun-Li, há anos viraliza na internet. Recentemente City Hunter, além de longas animados, também ganhou uma adaptação cinematográfica francesa, "Nicky Larson et le parfum de Cupidon", e em 2024 ganhou um filme produzido pela Netflix, cuja continuação já está em andamento. Mas para além de todas essas mídias, curiosamente City Hunter é praticamente ausente dos videogames.

Nos anos 1980, a maioria dos jogos baseados em licenças da televisão e do cinema eram muito ruins, pois muitas vezes eram desenvolvidos a toque de caixa para aproveitar a fama das obras sobre as quais eram baseadas. Mas ao contrário da regra da época, a Sunsoft desenvolveu ótimos games baseado em licenças famosas, como Batman e Gremlins 2, por exemplo, mas o título baseado em City Hunter nunca havia saído oficialmente fora do Japão. Agora, enfim os fãs das histórias de Ryo Saeba (ou Nicky Larson na versão francesa) poderão conhecer sua única aventura no mundo dos videogames. 

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Aventuras em Shinjuku

Lançado em 1989 para o PC Engine (que chama-se TurboGrafx-16 no ocidente), City Hunter tentou resumir o espírito do anime em um game curto de ação e plataforma. Inicialmente uma charmosa abertura em pixel art resume o papel do Ryo Saeba em seu universo: ao lado de sua parceira Kaori, o "City Hunter" trabalha como guarda-costas que precisa proteger donzelas que são alvos da máfia, ao mesmo tempo em que persegue bandidos que estão fora do alcance da Polícia de Tóquio. 

O game apresenta três fases/missões ao jogador, que pode jogá-las na ordem que preferir. Todas funcionam da mesma forma: cabe ao jogador conduzir Ryo por longos mapas interconectados por várias portas, e obter chaves ou cartões de acesso para algumas delas encontrando NPCs. Alguns desses encontros, porém, obedecem a uma sequência, caso contrário, os NPCs não liberam o acesso ao setor seguinte. Durante o percurso, hordas de capangas armados com pistolas, facas ou granadas, soldados com lança-chamas, ninjas e até robôs de combate estão no caminho do jogador. Ao final, Ryo tem que salvar a donzela e enfrentar um chefe. 

Foto: Reprodução / Sunsoft

O gameplay é simples e eficiente: Ryo corre, salta e mata os bandidos com tiros de sua Magnum Colt Python, bem ao estilo de tantos outros games dos anos 1980. Inclusive, City Hunter parece ter sido fortemente inspirado pelos clássicos Elevator Action e os Castlevanias 8-bits. Se por um lado Ryo é ágil e os controles respondem bem, por outro o game apresenta um defeito bastante comum: ao passar por uma porta, o jogador muitas vezes não tem tempo de reagir aos bandidos que já estão "colados" em outra, sofrendo danos injustos. O problema também é agravado pelo fato da exploração exigir várias idas e vindas pelo mapa, gerando frustrações evitáveis com um ajuste mais fino de game design.

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Ainda sobre problemas, apesar das fases se passarem em ambientes bastante distintos, o visual geral é muito parecido. Isso juntamente com a ausência de um mapa pode gerar uma certa confusão, pois o jogador pode acabar passando algumas vezes pelo mesmo lugar.  

Em termos de dificuldade, City Hunter é bem mais razoável que outros games da época. Ainda que o jogador tenha que reiniciar a missão, caso morra, a barra de vida é farta, e o jogo permite Ryo recarregar a energia com cenas engraçadas que remetem ao mangá (como Ryo flagrando moças trocando de roupa). O jogador também conta com dois upgrades de armas (uma bazuca e um lança-granadas), que podem ser encontradas encontrando determinados NPCs nas fases. Ao terminar as três missões iniciais, o game libera uma quarta missão final, que se passa em um navio cruzeiro.  

Foto: Reprodução / Sunsoft

Retorno em grande estilo

City Hunter é um game simples que, se por um lado é bem melhor do que muitas porcarias licenciadas da época, por outro também não é nenhum clássico. Ciente disso, a Red Art Games, responsável por essa versão relançada, deu um belo banho de loja no game de 1989. Além da tradução para várias línguas (infelizmente, não há opção para português do Brasil), o relançamento conta com vários extras como o tema de abertura do anime, galeria de ilustrações e o manual da versão original do jogo. O suporte em francês ainda conta um extra próprio, com o nome do jogo mudando para "Nicky Larson", trocando também o tema de abertura que toca nos menus, além dos diálogos de jogo remeterem ao estilo do desenho animado transmitido na França nos anos 1990.

A emulação também conta com suporte para scanlines e vários formatos de tela. Além disso, há um "enhanced mode" que diz melhorar alguns aspectos do jogo, porém tais mudanças são bem sutis.

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Considerações

City Hunter - Nota 7,5
Foto: Divulgação / Game On

City Hunter é um ótimo relançamento de um bom game de 1989, que pode agradar aos retrogamers e fãs de animes e mangás clássicos.Por se tratar de um jogo curto, os extras podem ajudar a estender sua duração, ainda que boa parte deles exija domínio da língua japonesa.

Você pode jogar City Hunter em versões para PC, PlayStation 5, Switch, Switch 2 e Xbox Series.

Esta análise foi feita no Switch, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Red Art Games.

Fonte: Game On
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