O Vasco obteve decisões favoráveis na Justiça do Rio contra a administração da Arena das Dunas após o cancelamento de um amistoso em Natal, causado pela desistência do Montevideo Wanderers por problemas de voo. O estádio cobra a devolução de R$ 700 mil pagos antecipadamente, mas o clube carioca defende que tem direito a reter o montante e receber o saldo restante de R$ 300 mil previsto em contrato. A arena recorreu da decisão, mantendo a disputa financeira e contratual em andamento no tribunal.
O Vasco da Gama obteve decisões favoráveis na Justiça do Rio de Janeiro em uma disputa com a administração da Arena das Dunas, em Natal, envolvendo o cancelamento de um amistoso previsto para julho de 2025. O caso envolve uma cobrança de R$ 700 mil, pagos antecipadamente para a realização de uma partida contra o Montevideo Wanderers, do Uruguai.
Segundo informações publicadas pela ESPN, a administração do estádio busca a devolução do valor, alegando que o clube carioca não teria direito de permanecer com o dinheiro após o cancelamento do confronto. O Vasco, por sua vez, contesta a cobrança e sustenta que tem direito a receber integralmente a quantia prevista no contrato.
Como começou a disputa
O amistoso entre Vasco e Montevideo Wanderers estava marcado para 5 de julho de 2025, com realização prevista na Arena das Dunas. Pelo acordo firmado, o clube carioca teria direito a uma cota de R$ 1 milhão, dos quais R$ 700 mil foram transferidos antecipadamente.
Entretanto, a partida não aconteceu. O time uruguaio desistiu de viajar ao Brasil após problemas logísticos relacionados à alteração do horário de seu voo. Com o cancelamento às vésperas do compromisso, surgiu o impasse sobre quem deveria arcar com os prejuízos e qual seria o destino do dinheiro já depositado.
A administração da Arena das Dunas argumenta que não teve responsabilidade pela decisão do clube uruguaio e, por isso, cobra a restituição dos R$ 700 mil. Além disso, defende que não deve pagar os R$ 300 mil restantes da cota contratada.
O Vasco discorda dessa interpretação e afirma que o pagamento integral estava previsto no acordo, independentemente das circunstâncias que levaram ao cancelamento.
O que o Vasco argumenta na Justiça
A defesa vascaína sustenta que o clube tem o direito de manter os valores já recebidos e cobrar o saldo restante do contrato. O Cruz-Maltino também questiona a alegação de que a obrigação financeira teria sido quitada antecipadamente e aponta a participação de terceiros nos depósitos realizados.
Entre os pedidos apresentados pelo Vasco estão a rejeição integral da ação movida pela administração da arena e a inclusão da Liga Universitária, apontada como coorganizadora do evento, no processo. O clube também solicita o ressarcimento das despesas judiciais e a aplicação de multas de R$ 10 mil por supostos descumprimentos contratuais.
Outro ponto levantado pela defesa é a situação financeira do Vasco, que está em recuperação judicial. Por esse motivo, o clube também pede que não seja determinada a apreensão cautelar de seus bens no contexto da disputa.
A administração da Arena das Dunas, por outro lado, apresentou novo recurso ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, alegando que decisões anteriores não teriam considerado argumentos relevantes para a análise do caso.
Caso segue em disputa
Apesar dos resultados favoráveis ao Vasco nas decisões mencionadas, o conflito judicial ainda envolve questionamentos sobre as responsabilidades contratuais e o pagamento dos valores previstos para o amistoso cancelado.
O desfecho poderá definir se o clube terá direito de manter os R$ 700 mil recebidos e exigir o restante da cota ou se a administração da arena conseguirá reverter o entendimento judicial.
O episódio ocorre em meio a outros embates jurídicos envolvendo o Vasco e a utilização de estádios, especialmente o Maracanã. Embora sejam questões distintas, os casos mostram a importância dos contratos, das condições para realização de partidas e das decisões judiciais na rotina administrativa do futebol brasileiro.