A Justiça do Rio de Janeiro manteve o bloqueio do empréstimo de R$ 150 milhões solicitado pelo Vasco. A juíza Simone Chevrand exigiu relatórios de auditoria e apontou divergências financeiras, além de suspeita de venda disfarçada da SAF. Em recuperação judicial, o Cruz-maltino precisou congelar as negociações para a contratação de novos reforços até que o imbróglio jurídico e financeiro seja resolvido.
A sexta-feira não foi feliz para o Vasco no que se refere às decisões do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Para além da decisão de não liberar o pedido de urgência em liberar o Maracanã para o jogo da Copa do Brasil, a Justiça também manteve a trava no processo de liberação do empréstimo de R$150 milhões pedido pelo Cruz-maltino.
De acordo com o "ge", a juíza Simone Gastesi Chevrand declinou no recurso apresentado pelo Vasco. O clube recorria da decisão que condicionava a análise do empréstimo à apresentação de um relatório de auditoria para a autorização do financiamento. Simone manteve a decisão de travar a liberação do empréstimo, e destacou que existem fatores a serem debatidos antes de autorizar um novo endividamento ao Vasco, que passa por um processo de recuperação judicial.
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Na decisão proferida, a juíza também questiona a relação do pedido de empréstimo com a possível venda da SAF do Vasco, uma vez que os R$150 milhões seriam emprestados pela mesma empresa - de Marcos Lamacchia - que fez uma proposta para assumir o controle do futebol do clube.
"Não se pode admitir, portanto, que uma venda direta seja disfarçada de UPI", disse a juíza na decisão publicada nesta sexta-feira.
Simone Gastesi também afirmou que dados de projeções financeiras apresentados pelo Vasco, junto aos números apresentados neste momento para um novo empréstimo, mostram uma diferença que precisa ser esclarecida para que haja uma decisão favorável ao clube.
Decisão atrapalha busca por reforços
Com o travamento do empréstimo, o Vasco se vê na necessidade de paralisar a busca por reforços. De acordo com o jornalista Lucas Pedrosa, a não liberação do empréstimo obriga o clube a congelar conversas que estavam acontecendo com potenciais reforços. O atacante Bruno Duarte, do Estrela Vermelha, e o zagueiro Diego Carlos, do Fenerbahçe, eram nomes com tratativas com Vasco.
Por isso, sem o empréstimo aprovado, a ordem de momento em São Januário é para interromper as negociações. Sendo assim, as tratativas que estavam em andamento não estão descartadas. Contudo, devem avançar enquanto o imbróglio envolvendo a Justiça do Rio de Janeiro não for resolvido.
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