A primeira batalha entre Vasco e Fluminense por uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil terminou sem vencedor. Na tarde deste sábado (1), os rivais fizeram um clássico de poucas emoções no Maracanã e empataram por 0 a 0, no confronto de ida das oitavas de final da competição nacional.
Com o resultado, a definição da classificação ficou para o segundo encontro entre as equipes, marcado para a próxima quarta-feira (5), às 21h30 (de Brasília), novamente no Maracanã. Quem conquistar a vitória avança diretamente para as quartas de final e ainda garante uma premiação de aproximadamente R$ 4 milhões. Caso o placar volte a terminar empatado, a disputa será decidida nas cobranças de pênaltis.
O vencedor do confronto conhecerá seu próximo adversário apenas após sorteio realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
FLUMINENSE DOMINA AS AÇÕES NO PRIMEIRO TEMPO
Apesar de o equilíbrio na posse de bola marcar os minutos iniciais, o Fluminense foi quem conseguiu transformar o controle em oportunidades de gol durante a primeira etapa. A equipe comandou as principais investidas ofensivas, enquanto o Vasco teve dificuldades para construir jogadas e praticamente não levou perigo ao goleiro Fábio.
A primeira grande intervenção aconteceu após boa jogada construída por John Kennedy, que encontrou Savarino. O venezuelano finalizou com força e obrigou Léo Jardim a fazer importante defesa, evitando a abertura do placar.
Pouco depois, Canobbio aproveitou um contra-ataque pela direita, invadiu a área e bateu cruzado, levando perigo à meta cruz-maltina. Em outro lance ofensivo, o uruguaio acabou acertando Robert Renan durante uma disputa de bola.
A melhor oportunidade antes do intervalo surgiu aos 42 minutos. John Kennedy tabelou com Canobbio, apareceu livre para finalizar e novamente parou em uma grande defesa de Léo Jardim, que foi o principal destaque vascaíno na etapa inicial.
O Vasco chegou a enxergar uma boa possibilidade de ataque após um erro na saída de bola de Igor Rabello. David avançou em velocidade e parecia caminhar livre em direção ao gol, mas foi desarmado no momento decisivo por Ignácio e Guilherme Arana, desperdiçando a melhor chance da equipe no primeiro tempo.
VASCO MELHORA APÓS O INTERVALO, MAS CLÁSSICO PERDE INTENSIDADE
Na volta dos vestiários, o Fluminense manteve a postura ofensiva e voltou a pressionar desde os primeiros minutos. Antes dos dez minutos, Canobbio recebeu dentro da área, mas finalizou sem direção. Na sequência, John Kennedy foi acionado por Lucho Acosta, driblou Cuesta e bateu para outra importante intervenção de Léo Jardim.
O Vasco respondeu pouco depois. Paulo Henrique fez um cruzamento preciso para Tchê Tchê, que apareceu completamente livre dentro da pequena área. O volante cabeceou para fora e desperdiçou a principal oportunidade cruz-maltina em toda a partida.
A equipe ainda voltou a assustar mais tarde com Andrés Gómez, que finalizou por cima da meta defendida por Fábio, mas sem exigir grande trabalho do goleiro.
Depois de um começo movimentado na segunda etapa, o ritmo da partida caiu significativamente. As equipes passaram a errar mais passes, diminuíram a intensidade ofensiva e produziram poucas chances claras, cenário que foi acompanhado pelo silêncio das arquibancadas do Maracanã.
Nem mesmo a entrada de Hulk conseguiu modificar o panorama do clássico. Já nos acréscimos, o atacante finalizou em cima da marcação em uma das últimas oportunidades do confronto, mas o lance acabou sendo invalidado por impedimento.
DECISÃO FICA PARA QUARTA-FEIRA
Com o empate sem gols, Vasco e Fluminense entram em igualdade de condições para o confronto decisivo das oitavas de final. Na próxima quarta-feira (5), às 21h30 (de Brasília), novamente no Maracanã, quem vencer garante presença entre os oito melhores da Copa do Brasil. Em caso de novo empate, independentemente do placar, a vaga será definida nas cobranças de pênaltis.
O clássico deste sábado contou com a presença de 36.608 torcedores, que acompanharam um duelo equilibrado, mas marcado pela pouca criatividade ofensiva e pelo protagonismo dos goleiros, especialmente de Léo Jardim, responsável por manter o Vasco vivo na disputa pela classificação.