Bom presságio? Estreia dos últimos técnicos do Vasco em São Januário foi com vitória

Pedro Emanuel pisa no estádio pela primeira vez como treinador cruzmaltino e busca manter números positivos dos antecessores

25 jul 2026 - 10h40
(atualizado às 10h55)
Carille comandou o Vasco por menos de cinco meses –
Carille comandou o Vasco por menos de cinco meses –
Foto: Dikran Sahagian/Vasco / Jogada10

O português Pedro Emanuel tem seu primeiro encontro com a torcida do Vasco em São Januário na noite deste sábado, às 20h30, contra o Mirassol, pelo Brasileirão. Se depender do retrospecto recente de seus antecessores, o técnico tem mais um motivo para ficar confiante. Afinal, Fabio Carille, Fernando Diniz e Renato Gaúcho tiveram sequências de vitórias começando com suas boas estreias em casa.

No entanto, o momento do Cruzmaltino não é nada positivo e acende o sinal de alerta. No retorno da parada para a Copa do Mundo, a equipe ainda não conseguiu vencer - uma derrota para o Vitória, em Salvador, e um empate com o Independiente Medellín, na Colômbia, pela Sul-Americana. Ou seja, Pedro Emanuel já está sob pressão antes mesmo de ter contato com os adeptos, como se diz em Portugal.

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Fabio Carille

Primeiro treinador do Vasco em 2025, Fabio Carille manteve 100% de aproveitamento na Colina Histórica por seis jogos. É verdade que pegou adversários mais frágeis no Campeonato Carioca, como a Portuguesa (4 a 1 na estreia) e Maricá (1 a 0). Mas também somou boas vitórias na sequência, contra Botafogo, Santos (Brasileirão), Puerto Cabello-VEN (Sul-Americana) e Sport (Brasileirão).

Carille comandou o Vasco por menos de cinco meses –
Foto: Dikran Sahagian/Vasco / Jogada10

Antes de completar o quinto mês de trabalho, Carille não manteve a boa fase e viu as derrotas se acumularem. Assim, acabou demitido em maio em meio às críticas sobre seu estilo de jogo mais defensivo e falta de conexão com o elenco.

Fernando Diniz

Logo em seguida, a gestão do presidente Pedrinho contratou o técnico que sempre desejou. E Fernando Diniz fez a alegria dos vascaínos na estreia em São Januário, com um imponente 3 a 0 sobre o Fortaleza, em maio de 2025.

Na semana seguinte, garantiu a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil nos pênaltis, após empatar com o Operário-PR. No terceiro jogo em casa, veio a terceira competição diferente e a vitória sobre o Melgar.

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Diniz teve trabalho irregular na Colina, mas levou o Vasco à final da Copa do Brasil – Fotos: Matheus Lima/Vasco
Foto: Jogada10

Renato Gaúcho

O sucessor de Diniz foi Renato Gaúcho, que, em março deste ano, espantou a má fase com uma vitória na estreia sobre o poderoso Palmeiras, em casa, pelo Brasileirão. São Januário foi à loucura com a virada por 2 a 1, gols de Thiago Mendes e Cuiabano.

Renato ainda viu o time derrotar o Grêmio dez dias depois, colocando o Vasco entre os dez primeiros da tabela. Pouco a pouco, no entanto, seu trabalho foi perdendo força, tanto internamente quanto nos resultados. O resultado foi a demissão precoce durante a parada para a Copa do Mundo.

E os outros portugueses?

Os conterrâneos de Pedro Emanuel que passaram pelo comando do Cruzmaltino não tiveram vida fácil. Ricardo Sá Pinto, em 2020, não sentiu o calor da torcida por ser ano de pandemia. Em seu debute em São Januário, mau presságio com a derrota para o Corinthians, por 2 a 1.

Em dois meses no cargo, só teve duas vitórias no estádio (contra Caracas e Santos). Com o clube na zona de rebaixamento, foi dispensado a 12 rodadas do fim.

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Já Álvaaro Pacheco só teve uma experiência na Colina. O empate em 0 a 0 com o Cruzeiro foi, por sinal, o único ponto que conquistou em sua passagem de quatro partidas. A mancha da goleada sofrida para o Flamengo foi um fardo muito grande para sua manutenção.

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